El Trapezio

Arte equestre portuguesa e queijo de Minas reconhecidos como património da humanidade pela UNESCO

Em Assunção, no Paraguai, dois bens, um de Portugal e outro do Brasil, entraram na lista da UNESCO como património da humanidade. Para serem reconhecidos, os itens devem ser património dos respectivos países e terem um plano concreto para a sua salvaguarda. No caso da arte equestre portuguesa, a candidatura levanta a possibilidade da criação de um centro de investigação no Palácio Nacional de Queluz e a inscrição da equitação como disciplina curricular.

Depois do fado e do canto alentejano, Portugal tem mais um bem considerado como património da humanidade pela UNESCO. Este é a arte equestre portuguesa. A candidatura foi apresentada  pela Associação Portuguesa de Criadores do Puro-Sangue Lusitano, pela Escola Portuguesa de Arte Equestre e pela Golegã (uma das principais localidades em Portugal quando falamos de cavalaria). A Golegã pretende que, no futuro, a UNESCO reconheça a sua feira de cavalos com a mesma distinção. Na Golegã costuma existir uma patrulha conjunta entre as polícias de Portugal e de Espanha.

A Escola Portuguesa de Arte Equestre é gerida pela Parques de Sintra, que se considera honrada com esta esperada classificação. Foi através de uma nota publicada no site da Presidência que Marcelo saudou a decisão da agência das Nações Unidas.

A arte equestre é algo que faz parte da cultura portuguesa. Nesta arte, o cavalo e o cavaleiro unem-se num só. A equitação portuguesa, que na sua maioria é feita com cavalos de raça lusitana, é uma prática que se traduz na excelência do ensino do cavalo expressa na realização dos andamentos de alta precisão que em muitos casos são inspirados no que vemos nos cavalos que entram nas arenas de touros. A arte equestre portuguesa é praticada desde o século XVIII.

Em Lisboa é possível assistir a espectáculos da arte equestre portuguesa. O dossiê de candidatura da arte equestre portuguesa lembra que se diferencia «pela posição do cavaleiro na sela, a indumentária específica e os arreios». A vila de Sintra está a celebrar os seus 30 anos como Património Mundial com visitas noturnas aos seus palácios.

O queijo artesanal brasileiro produzido em Minas Gerais também foi considerado património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O reconhecimento pretende dar um maior reconhecimento internacional a este queijo. Depois desta declaração, o modo artesanal de fazer o queijo de Minas passa a fazer parte de uma lista de alimentos «protegidos», como é o caso da arte do pizzaiolo de Nápoles ou o café árabe (este é doce para celebrar nascimentos e amargo em caso de morte). O queijo de Minas passa, desta forma, a ser o primeiro item gastronómico brasileiro a ser reconhecido pela UNESCO. O queijo de Minas é, ao lado da goiabada, uma das grandes paixões dos brasileiros. Outros bens brasileiros que são património da humanidade são o samba de roda baiano ou o Complexo Cultural do Bumba meu boi (no Maranhão).

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