26/01/2026

Candidatos reagem a notícia de Portugal como a «Economia do Ano» enquanto as sondagens dão André Ventura a frente

Com a greve geral a poucas horas, os candidatos continuam a defender as suas ideias nos debates que apresentam os candidatos para as eleições de Janeiro

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André Ventura durante un evento político en Portugal

Depois de Espanha, Portugal foi considerada a «Economia do Ano». A economia portuguesa é descrita como «em forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado de ações em expansão». A poucas horas de uma greve geral (contra a nova Lei Laboral, e que pode levar a que os trabalhadores tenham contrato a prazo toda a vida), que deverá durar dois dias, a economia portuguesa foi considerada a melhor da Europa e para o candidato socialista, António José Seguro, o reconhecimento do The Economist reconhece também o «dínamismo do mercado laboral». A distinção dada pela revista britânica é vista pelo candidato defendido pela AD, Marques Mendes, como uma «notícia excelente».

Sobre a distinção a economia portuguesa, Catarina Martins (do Bloco de Esquerda) rejeita que a economia esteja a viver um período de sucesso enquanto as pessoas que trabalham não conseguem pagar as suas contas. No outro lado do espectro político, Ventura também concordou com o facto de a economia dever estar «ao serviço das pessoas» e não ser um simples exercício de matemática. Vão ser criadas três novas pontes que vão ligar Portugal a Espanha. As futuras pontes vão estar em Caminha, Alcoutim e Termas de Monfortinho.

Durante os debates, tanto Catarina Martins como António José Seguro concordaram que a divulgação de escutas (neste caso envolve António Costa e a operação Influencer) leva a «fragilização» da Justiça. Segundo o barómetro de sondagens, e que indicam as intenções de voto para as presidenciais de 18 de Janeiro de 2026, André Ventura segue na frente e Henrique Gouveia e Melo, visto por muitos como o favorito (e que avisou que existem pressões para que apoiantes retirem o apoio que já deram a sua candidatura), tem estado a cair. André Ventura, do Chega, defende que caso seja eleito presidente vai promover uma revisão constitucional para diminuir o número de deputados a Assembleia da República.

De todos os candidatos, o que mais sobe é João Cotrim Figueiredo, o candidato apoiado pelo IL (Cotrim devem ultrapassar Seguro). Este candidato defende que o cargo de presidente da república deve ser uma «referência optimista, confiante e desafiadora». O IL e o BE criticam os acordos que o governo de Lisboa assinou com o de Maputo. Na Cimeira bilateral, que aconteceu no Porto, foram assinados mais de vinte acordos. É quase certa a possibilidade de haver uma segunda volta para descobrir quem será o próximo ocupante do Palácio de Belém.