A presidente da Academia Portuguesa de História, Manuela Mendonça, morreu no dia de Natal aos 77 anos. A morte de Manuela Mendonça foi lamentada pela ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes. A notícia foi avançada pelo vide-presidente da instituição, Miguel Monteiro. Manuela Mendonça, que era licenciada em História Moderna e Contemporânea pela Universidade de Lisboa, estava a frente da Academia Portuguesa de História desde 2006. O seu trabalho ali destacava-se na defesa do rigor científico e pela valorização da investigação histórica.
De 1990 a 1996, Manuela Mendonça foi subdiretora-geral do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, onde estão os principais documentos históricos de Portugal. Era especialista nas relações ibéricas durante a baixa Idade Média portuguesa. Foi responsável por inúmeras obras, entre elas: A Guerra Luso-Castelhana no Século XV. A Batalha de Toro (2006) ou O Sonho da União Ibérica 1475-1479 (2007). Era uma referência na histografia portuguesa.
Manuela Mendonça pesquisou, com afinco, a história ibérica. Para além disto, Mendonça também colaborou dom várias instituições espanholas, especialmente na região da Extremadura. Também trabalhou de perto com a comunidade cigana, frequentemente marginalizada. A presidente da Junta de Extremadura, a Rede de Rotas Carlos V e a Fundação Yuste lembraram seu contributo. Manuela Mendonça foi discípula do professor Joaquim Veríssimo Serrão, renovador da historiografia portuguesa. Ambos hispanófilos.
Em 2019, Mendonça foi distinguida pelo Governo de Espanha com a prestigiada Ordem Civil de Afonso X, o Sábio.


