24/01/2026

Moedas vai apoiar Seguro e Contrim Figueiredo anunciou que vai lançar um movimento cívico

Esquerda e direita moderada junta-se em torno da candidatura de Seguro enquanto Ventura considera que estão com medo dele

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António José Seguro en evento de campaña presidencial levantando la mano

Seguro e Ventura começam a contar os apoios que terão para uma segunda volta enquanto os candidatos que perderam pensam já no futuro. João Cotrim Figueiredo, que ficou em terceiro lugar na primeira volta, anunciou que vai lançar um movimento cívico e excluí votar em Ventura, apesar do que disse ainda durante a campanha. Cotrim Figueiredo conseguiu 900 mil votos nestas eleições. Não revelou se vai votar em Seguro ou em branco mas este movimento tem em mente 2031.

Apesar de já terem afirmado que apoiariam Seguro, o PCP, na voz de Paulo Raimundo, falou sobre as «conversas do caos» protagonizadas por Seguro e Ventura quando o tema é o SNS. Marques Mendes também já demonstrou o seu apoio a Seguro, o que deixa o socialista agradado.

Seguro descreve-se como um «orgulho português». Outras figuras ligadas a direita, como é o caso do presidente da Câmara de Lisboa Carlos Moedas e a antiga líder do CDS, Assunção Cristas, também demonstraram o seu apoio a Seguro para esta segunda volta. Ao contrário do que Montenegro disse, que não apoiaria ninguém, Moedas decidiu ter esta atitude. As duas principais figuras do PSD apresentam atitudes diferentes, tal como o PP em que Feijoo e Ayuso tem vozes diferentes em temas que vão desde os acidentes ferroviários que existiram ou o caso Júlio Iglesias. O novo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, acredita que Portugal «ficará certamente em boas mãos» caso Seguro seja eleito presidente da República.

Figuras de direita lança carta de apoio a Seguro

Duzentas e cinquenta figuras, não ligadas a esquerda, assinaram uma carta aberta de apoio a António José Seguro. Afirmaram que Ventura não representa a direita e que Seguro representa a moderação necessária para um presidente da República.

Apesar da atual politização que o país e o mundo sofrem, Carneiro diz que na primeira volta os portugueses demonstraram que preferem a moderação ao radicalismo. Estas duas características são personalizadas na segunda volta pelos candidatos António José Seguro (que começou como independente mas foi apoiado pelo PS) e André Ventura (o líder do Chega). O ADN, que na primeira volta teve como candidata Joana Amaral Dias (antiga Bloco de Esquerda), é um dos poucos que apoia Ventura, que diz que as pessoas de direita que apoiam Seguro é porque tem medo dele.

As mais recentes sondagens apontam que Seguro poderá ter até 70% dos votos, contra Ventura, e poderá ate igualar Soares. Apesar das sondagens estarem a ser favoráveis para ele, Seguro pede que os portugueses saiam para votar no dia 8 de Fevereiro pois «sondagens não elegem presidentes». Depois do bom resultado de Seguro na primeira volta, a Comissão Nacional do PS aprovou as diretas e o congresso para o mês de Março. O presidente do PS, Carlos César, acredita que não existam candidatos contra o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro. Cinco dos 37 alegados membros do grupo neonazi 1143 ficaram em prisão preventiva. Vários destes membros têm ligações ao Chega.