Depois de uma denúncia da Embaixada do México em Portugal e de uma intervenção da PJ, foram devolvidos artefactos arqueológicos que estavam à venda por centenas de euros. A peça mais valiosa estava à venda por 10 mil euros, mas as três peças têm um valor incalculável.
Para o responsável pela PJ, Luís Neves, lembrando o antigo diretor-geral da UNESCO Federico Mayor Zaragoza, «a cultura é o que nos une». Estava à venda uma figura antropomórfica (a figura feminina conhecida como a Dama de Jalisco), um vaso (vindo das terras baixas maias) e a representação do deus da chuva e do trovão (Cocijo).
Estas peças estavam à venda em plataformas de leilões e de comércio online. As três peças foram identificadas em contextos distintos: uma em Lisboa, outra em Guimarães e outra em Estremoz. A autenticidade destes objetos foi confirmada por um conjunto de arqueólogos da Universidade de Sevilha.
O embaixador, Bruno Figueroa, descreve a entrega destes três artefactos como «um dia feliz». Estes objetos são «um testemunho da história do México». A restituição dos bens marca um próximo passo na relação entre Portugal e o México.


