Conjunto de reportagens sobre os incêndios em Portugal é candidato ao Prémio Rei de Espanha de jornalismo ibero-americano

Este prémio reconhece o trabalho jornalístico dos profissionais de língua espanhola e portuguesa

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Persona luchando contra incendios en un entorno forestal ardiente

Entre os finalistas dos Prémios Rei de Espanha está uma reportagem portuguesa sobre os incêndios, apresentada em formato podcast. Para além deste trabalho, destacam-se reportagens sobre o tráfico de pessoas no Brasil e a devastadora tempestade DANA que atingiu Valência. Portugal conta ainda com uma segunda nomeação através de uma reportagem sobre migrantes.

Um júri internacional selecionou finalistas de cerca de 20 países ibero-americanos distribuídos por seis categorias. Em cada uma delas, foram escolhidos dois finalistas, sendo que os vencedores serão anunciados já na próxima sexta-feira.

Na categoria de Jornalismo Ambiental, os finalistas abordam como as minas ilegais na Amazónia alimentam o tráfico sexual na fronteira com a Guiana (da plataforma digital Mongabay) e o projeto País dos Incendiários (da revista digital portuguesa Divergente). Este último percorre o país de norte a sul para explorar as causas dos incêndios criminosos, num contexto de êxodo rural, abandono das terras e alterações climáticas.

Cada um dos vencedores destas categorias receberá um prémio de 10.000 euros. Esta é a 43.ª edição deste galardão que, desde 1983, reconhece o trabalho de profissionais de língua espanhola e portuguesa dos países da Comunidade Ibero-Americana de Nações. O Brasil liderou as candidaturas com 75 nomeações, seguido por Espanha (55), enquanto Portugal conta com seis nomeações.

A cerimónia de entrega dos prémios, que inclui uma escultura do artista Joaquín Vaquero Turcios, será presidida pelo rei Felipe VI de Espanha, embora ainda não exista uma data definida para a sua realização.