Para monitorizar as catástrofes naturais, Portugal e Espanha vão lançar uma constelação de satélites. Estes equipamentos são cada vez mais importantes numa altura em que o território ibérico sofre com o impacto das alterações climáticas, sejam os incêndios ou as cheias (ou chuvas fortes). Os satélites vão monitorizar e avaliar a dimensão dos acontecimentos para, assim, permitir a criação de estratégias de resposta no terreno.
A Constelação Atlântica terá como objetivo proteger a península ibérica. O projeto, que contará com 16 pequenos satélites (oito lançados por cada país), irá captar imagens a cada duas ou três horas.
Estes satélites vão orbitar a menos de 700 quilómetros da Terra. Esta rede servirá de complemento ao programa de satélites europeus já ativos. O projeto ibérico — com a participação da GEOSAT do lado português e da Open Cosmos do lado espanhol — pretende conferir uma maior autonomia estratégica aos dois países.
O primeiro satélite deverá estar concluído até ao final deste ano, sendo que o lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2027. Toda a frota estará operacional nos próximos anos. Atualmente, a referência na Europa para a gestão florestal e emergências é o programa Copernicus, que produz imagens do território ibérico apenas a cada dois ou três dias.


