Estudo aponta para a necessidade da maior aposta nas energias renováveis nas três Reservas da Biosfera Transfronteiriças da UNESCO

O estudo dá especial foco às reservas transfronteiriças do Gerês, Tejo Internacional e Meseta Ibérica

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Río fluyendo entre árboles y vegetación en una reserva natural

Um estudo refere que o estatuto das três Reservas da Biosfera Transfronteiriças entre Portugal e Espanha pode estar em risco. O estudo, que demonstra que as pequenas unidades hoteleiras não conseguem investir em energias renováveis, foi desenvolvido por investigadores do Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra.

O estudo dá especial foco às reservas transfronteiriças do Gerês, Tejo Internacional e Meseta Ibérica. Esta última estende-se por mais de 11 mil km² e vai de Trás-os-Montes até Salamanca, sendo a maior da Europa. Para realizar este estudo, os investigadores ouviram 30 hotéis e restaurantes destas três reservas. A que apresenta mais carências de investimentos sustentáveis ligados à autoprodução de energia renovável, especialmente a solar, é a do Gerês.

Faltam práticas mais sustentáveis no setor hoteleiro, o que pode colocar em risco o selo de «Reserva da Biosfera da UNESCO» (a reserva da Serra da Arrábida foi, recentemente, integrada no leque das reservas da biosfera da UNESCO). Daqui a quatro anos haverá uma nova avaliação da UNESCO.

Os proprietários dos espaços auscultados mencionam que o custo de instalação de painéis solares, por exemplo, é impeditivo, pois a maioria das empresas são de pequena dimensão e, como tal, os recursos são limitados. A investigadora responsável espera que as iniciativas de sustentabilidade na Península Ibérica deem prioridade a medidas práticas e económicas em vez de soluções de grande escala ou tecnologicamente avançadas.