Portugal é dos países da Europa que viu os preços das suas casas mais subir e Seguro lembra as rendas «pela hora da morte»

Os preços das casas subiram mais do que o dobro dos salários em Portugal e é um dos grandes problemas do país, segundo o presidente da República

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Vista panorámica de Lisboa con la bandera de Portugal ondeando

Desde 2019, em Portugal, os preços das casas subiram mais do que o dobro dos salários. Desde o período da pandemia, o preço das habitações cresceu 92%, mas os salários apenas cresceram 42%.

A nível europeu, Portugal registou a segunda maior subida de preços (Espanha ficou em sexto lugar). Só a Hungria teve um valor mais alto. O mercado imobiliário em Portugal e Espanha apresenta dinâmicas distintas em 2026, com Portugal a registar subidas de preço muito mais acentuadas do que o país vizinho. Atualmente, o preço médio por metro quadrado em Portugal situa-se nos 3.107 €/m², enquanto em Espanha a média ronda os 2.230 €/m². Apesar de ter salários mais baixos, as casas em Espanha são mais baratas.

A crise da habitação em Portugal parece não ter fim à vista, já que existe muita procura e pouca oferta. O aumento dos preços pode, em parte, ser explicado pelos custos de produção da empreitada. O aumento da imigração também contribuiu para a subida dos valores. O preço médio das vendas ronda os 3.700 €/m². Estes valores variam consoante a região do país; Lisboa é o distrito com as casas mais caras, com o metro quadrado a rondar os 5 mil euros. No caso oposto temos a Guarda, com o metro quadrado a custar 739 euros. Os preços das casas em Portugal subiram cerca de 180% na última década.

No país, o salário mínimo bruto é de 920 euros. Este valor representa um aumento de 50 € em relação aos 870 euros praticados em 2025. A finalizar a sua primeira Presidência Aberta, Seguro disse estar «muito atento» às rendas «pela hora da morte» que os salários não conseguem suportar.