Leão XIV chega à lusofonia

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Com a situação geopolítica cada vez mais complicada de se explicar (desde o Médio Oriente até Cuba) e com Trump a discutir com o seu compatriota, o Papa Leão XIV, o Sumo Pontífice chegou a Angola e ainda vai passar pela Guiné Equatorial, dois países que fazem parte da CPLP.

Sobre os discursos que tem feito em África, o «centro da cristandade», o Papa defende que os mesmos não foram feitos para debater publicamente com Trump. A Igreja pede que todos ouçam Leão XIV com os «corações abertos». O Pontífice volta a criticar Espanha por não investir mais em defesa militar, tal como o presidente americano quer que os parceiros da NATO façam. Neste momento, Espanha está a iniciar um processo de regularização de imigrantes que estavam de forma ilegal no país.

Este é o terceiro Papa a visitar Angola, um dos países que mais tem crescido na Lusofonia. No país, onde vai ficar três dias, o Papa foi recebido em euforia por milhares de pessoas, incluindo o presidente da República, João Lourenço. Apesar de Angola estar em paz há mais de duas décadas, depois de uma feroz guerra civil, o país ainda precisa de uma reconciliação.

Este é o primeiro país lusófono visitado pelo Papa — que também tem nacionalidade peruana — e que, em junho, tem uma visita marcada para Espanha, onde estará na Sagrada Família, em Barcelona, para marcar o centenário de Gaudí.

Portugal espera receber o Papa Leão XIV, que ainda não tem um ano de pontificado, no próximo ano. Antes de ser nomeado Papa, o cardeal Robert Francis Prevost tinha sido convidado para presidir à missa de 13 de maio, no Santuário de Fátima. Não esteve presente pois foi eleito Papa, mas já foi convidado para visitar Portugal. O último Papa a visitar o país foi Francisco, durante a JMJ de Lisboa.

Passando para a política portuguesa, e antes da sua primeira visita oficial a Espanha, a Associação 25 de Abril espera que o presidente Seguro resolva o impasse sobre o centro interpretativo do 25 de Abril, que deverá nascer na Pontinha, no quartel de onde os militares saíram para derrubar o regime.

Em Barcelona, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, propôs que se destine 10% do gasto em armamento mundial para reflorestamento. As alterações climáticas são um dos principais problemas da atualidade, com zonas como o sul da Europa a serem fortemente afetadas. Também presente neste encontro em favor da democracia, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, avisa que a direita democrática está «numa rampa deslizante para a extrema-direita».

Antes de chegar a Portugal, o presidente Lula da Silva insta Guterres a ser proativo e avisa que a ONU «não pode ficar em silêncio». Sánchez defende que a sucessora de Guterres nas Nações Unidas deve ser uma mulher.

Andreia Rodrigues