O Programa Humaniza da Fundação ”la Caixa”, que promove o Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas e é implementado em colaboração com o Ministério da Saúde, já acompanhou mais de 86 mil pessoas em Portugal desde 2018, entre pessoas com doenças avançadas e respetivos familiares, em contexto hospitalar e domiciliário.
No total, foram apoiados 38.576 doentes e 47.548 familiares, através de equipas multidisciplinares que prestam apoio psicológico, social e espiritual, em complemento aos cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde. A intervenção é assegurada por 11 Equipas de Apoio Psicossocial (EAPS) e 5 Equipas Domiciliárias de Cuidados Paliativos (EDCP), incluindo apoio em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI).
Atualmente, a Fundação ”la Caixa” apoia cerca de 100 profissionais especializados, entre psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, médicos e voluntários, que intervêm em hospitais, domicílios e estruturas residenciais em todo o país.
Apoio anual a milhares de pessoas em situação de grande vulnerabilidade
As 11 Equipas de Apoio Psicossocial (EAPS) são constituídas maioritariamente por psicólogos e assistentes sociais. Em 2025, estas equipas acompanharam mais de 6.500 doentes e mais de 8.100 familiares.
As EAPS intervêm atualmente em 19 hospitais e em 37 estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), colaborando com 86 equipas de saúde recetoras e prestando ainda apoio a 17 equipas domiciliárias, contando também com cerca de 30 voluntários.
Avaliações realizadas ao Programa demonstram diminuições significativas nos níveis de stress psicológico, ansiedade e depressão dos doentes, bem como um aumento do sentimento de paz. Dados relativos a 2025 revelam que 80% dos doentes e familiares avalia o apoio como muito ou extremamente útil.
“Cuidar de pessoas com doenças avançadas é cuidar também das suas famílias e da sua dignidade. Com o Programa Humaniza, queremos garantir que ninguém enfrenta o fim de vida sozinho, oferecendo apoio emocional, social e espiritual que complementa os cuidados de saúde e ajuda a aliviar o sofrimento humano”, sublinha Artur Santos Silva, patrono da Fundação ”la Caixa”.
Intervenção também no domicílio
A intervenção do Programa Humaniza estende-se também ao domicílio. Para além do acompanhamento prestado pelas Equipas de Apoio Psicossocial (EAPS), que podem intervir em contexto hospitalar ou domiciliário, o Programa apoia cinco Equipas Domiciliárias de Cuidados Paliativos (EDCP).
Constituídas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, estas cinco equipas permitem acompanhar doentes nas suas casas, promovendo conforto, dignidade e qualidade de vida. Uma das equipas é pediátrica.
Desde a sua criação, as EDCP acompanharam mais de 5.900 pessoas, incluindo 2.286 doentes e 3.710 familiares. Só em 2025, prestaram apoio a mais de 500 doentes e mais de 1.000 familiares.
Presença em todo o território nacional
O Programa Humaniza está atualmente presente em todo o país, incluindo Lisboa, Norte, Centro, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira, através de parcerias com unidades do Serviço Nacional de Saúde, institutos oncológicos, misericórdias e outras entidades de saúde.
Entre as instituições abrangidas encontram-se:

Uma abordagem integral ao fim de vida
As pessoas com doenças avançadas enfrentam desafios complexos que vão muito além dos sintomas físicos. O Programa Humaniza procura responder a essas necessidades através de uma abordagem integral, centrada no bem-estar emocional, social e espiritual do doente e dos seus familiares, incluindo apoio ao processo de luto e suporte aos profissionais de saúde.
Lançado pela Fundação ”la Caixa” em Espanha em 2008 e implementado em Portugal em 2018, em colaboração com o Ministério da Saúde, o Programa tem como objetivo complementar os cuidados de saúde, contribuindo para uma resposta mais humanizada no acompanhamento de pessoas com doenças avançadas.
Fundação ”la Caixa”: 56 milhões de euros para 2026
A Fundação ”la Caixa” iniciou em 2018 a sua implantação em Portugal, consequência da entrada do BPI no grupo CaixaBank. Em 2026, destina 56 milhões de euros a projetos sociais, de investigação, educativos e de divulgação cultural e científica.


