Foi há 40 anos, no dia 1 de Janeiro de 1986, que Portugal e Espanha começaram o seu percurso na União Europeia. Quando Mário Soares e Felipe González assinaram esta entrada em conjunto não pensaram sobre o que ia mudar em Portugal e em Espanha.
Sobre esta entrada, Pedro Sánchez escreveu nas redes sociais que «a ânsia de progresso e de esperança tornou-se a maior alavanca de transformação do nosso país». Já o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, sublinhou que «o processo de integração europeia mudou irreversivelmente o rumo do país, permitindo uma profunda transformação económica, social e democrática».
Para Marcelo Rebelo de Sousa, a integração de Portugal na UE é «uma das grandes conquistas do 25 de Abril». O presidente do Conselho Europeu, António Costa, destaca que adesão à CEE (atual UE) foi «marco histórico no desenvolvimento» de Portugal. Costa também vincou que «o alargamento a Portugal -e a Espanha- foi também um marco na consolidação democrática da Europa».
Quarenta anos de muitas mudanças
Desde há quarenta anos que muita coisa aconteceu, como foi o caso das crises económicas, que levou a entrada do FMI em Portugal, ou a pandemia de COVID-19, onde Espanha foi um dos países europeus mais afetados.
Dois países que durante décadas enfrentaram as «mãos-de-ferro» dois ditadores Marcelo Caetano (anteriormente Salazar) e Franco. Os dois países tinham algo em comum: estavam de costas voltadas um para o outro há décadas. Nestas quatro décadas, os PIBs dos dois países aumentaram, o desemprego baixou e receberam mais de 185 mil milhões de euros em fundos europeus. Este dinheiro foi utilizado para construir autoestradas, modernizar o espaço rural ou financiar programas que serviram para criar novos empregos.
A livre circulação no espaço Schengen também mudou, apesar do caos vivido nos aeroportos de Portugal no período festivo. Antes da entrada no grupo europeu, Portugal era um dos mais atrasados da Europa ocidental.


