25/01/2026

Guiné-Bissau mudou a sua Constituição e vários líderes da CPLP pedem a reposição urgente da ordem democrática

De Portugal a Timor-Leste, coro de líderes pede a libertação dos presos políticos detidos depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau

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Bandera de Guinea-Bissau ondeando con personas en primer plano

A situação política na Guiné-Bissau continua a marcar os noticiários. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, lamentou que ainda existam presos políticos na Guiné-Bissau e a nova Constituição feita. O responsável pela diplomacia portuguesa considera-a «bastante grave». O presidente da Guiné-Bissau passa, com a nova Constituição, a ser o «chefe único». Esta Constituição foi aprovada pelos militares atualmente no poder. Segundo os especialistas, esta mudança é juridicamente invalida. Esta mudança já tinha sido tentada por Sissoco Embalo.

Um movimento de cidadãos da Guiné-Bissau pede ao governo de Portugal que implemente sanções contra os autores do golpe de Estado que depôs do poder Umaro Sissoco Embalo. O movimento guineense acusa o Estado português de agir com «opacidade grave» e de forma «politicamente injustificável».

O antigo presidente foi deposto a 25 de Novembro de 2025. O presidente de transição da Guiné-Bissau pede uma maior união de todos os membros do país para que seja possível cumprir o ideal que Amilcar Cabral procurou conseguir com a independência do país. Este pedido foi feito durante o feriado nacional do Dia dos Heróis Nacionais, em homenagem ao líder histórico da luta pela libertação.

O governo de Cabo Verde, através do seu chefe de Estado, também pede mais diálogo e a libertação de todos os presos políticos. A ONU também se junta a este pedido. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste pede uma reposição urgente da ordem constitucional.