O primeiro-ministro de Timor-Leste, o histórico Xanana Gusmão, considera a Guiné-Bissau um estado falhado que precisa de ajuda, especialmente para desenvolver a democracia e os direitos humanos. O governo de transição da Guiné-Bissau manifestou “profunda indignação” e “veemente repúdio” face às declarações prestadas por Xanana.
Os bispos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde pedem que os fiéis ajudem a construir uma igreja ao serviço da justiça e da paz. António Guterres defende a ordem constitucional na Guiné-Bissau e alerta para o terrorismo em Moçambique. Estas declarações do secretário-geral das Nações Unidas foram prestadas na 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (presidida pelo angolano João Lourenço).
Timor-Leste, que assumiu a presidência da CPLP após o golpe militar em Bissau, cancelou a missão que tinha agendada ao país. Esta missão da CPLP deveria chegar à Guiné-Bissau a 18 de fevereiro. A comitiva, num total de 15 pessoas, incluía elementos de Angola, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, e seria chefiada pelo ministro da Defesa timorense, Donaciano Rosário Gomes.
O opositor, Domingos Simões Pereira, foi ouvido em Tribunal Militar. Antes disso, representantes da diáspora guineense em Portugal atribuíram ao líder do PAIGC um diploma de honra ao mérito pela defesa do povo e promoção da paz. O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, que integra o governo de transição, rejeita a interferência portuguesa e recorda que o país é independente desde 1973. O parlamento português recomenda que o governo de Lisboa “condene veementemente” o golpe ocorrido há alguns meses na Guiné-Bissau.


