Os socialistas juntaram-se no seu congresso enquanto o presidente da República defende um reforço no investimento militar

Cavaco Silva alertou para que o governo não se aproxime de ideais ligados a extrema-direita e protagonizados pelo Chega

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Congresso Nacional do PS com painel e participantes sentados

O 25.º Congresso Nacional do PS está a decorrer. Carlos César, presidente do PS, defendeu a estratégia do partido perante as críticas a José Luís Carneiro, que regressou recentemente da sua viagem à Venezuela. César sublinhou que Portugal deve contribuir para melhorar a situação naquele país, apesar da «surdez» do governo liderado por Luís Montenegro.

Também presente no congresso, a presidente do grupo parlamentar dos socialistas europeus, Iratxe García, afirmou que Montenegro se está a «ajoelhar perante a extrema-direita» e alertou que «quem copia a extrema-direita acaba devorado por ela». Estas declarações surgem no contexto da discussão sobre órgãos externos ao Parlamento, incluindo a nomeação dos próximos juízes do Tribunal Constitucional, e a reversão da lei da identidade de género para menores de 18 anos (aprovada por PSD, CDS e Chega). O antigo presidente da República, Cavaco Silva, defendeu num artigo a «ação reformista» do Governo, criticando o PS e o Chega, alertando que uma proximidade excessiva à extrema-direita pode abrir a porta à sua chegada ao poder.

Para José Luís Carneiro, as medidas do Governo falham na resposta ao aumento do custo de vida, apesar do excedente orçamental alcançado no último ano.

Governo de Montenegro lança novos apoios devido à crise energética

O Governo de Luís Montenegro anunciou apoios de 150 milhões de euros mensais no setor dos combustíveis. Haverá um desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo colorido e confirmou-se que não haverá alteração no IVA. O secretário-geral do PS propôs o IVA zero nos bens alimentares de primeira necessidade e a redução dos impostos para 13% no gás e combustíveis. Embora os combustíveis sejam historicamente mais baratos em Espanha, com a instabilidade causada pelo conflito no Irão, os portugueses que abastecem no país vizinho podem agora poupar até 40 cêntimos por litro. Quase um ano após o «apagão ibérico» de 28 de abril, a EDP, a Galp e outras empresas do setor energético pediram a Portugal e Espanha que monitorizem o disparo dos custos de gestão da rede elétrica.

O presidente da República, António José Seguro, defendeu que, no atual contexto internacional, é necessário reforçar e modernizar as Forças Armadas, sem descurar o investimento nas áreas sociais. O antigo candidato Henrique Gouveia e Melo pretende impulsionar a criação de um «cluster» de inovação e produção de drones em Portugal. Enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, o presidente reiterou, numa cerimónia em Santarém, que os militares são um pilar fundamental da democracia ao serviço do povo.