Para agilizarem a resolução de incidentes que possam acontecer durante o Mundial de 2030, Portugal, Espanha e Marrocos assinaram um acordo em Rabat. O memorando vai permitir a resolução imediata de incidentes e litígios comerciais, estabelecendo uma estrutura legal para lidar com ocorrências desportivas e disputas entre empresas envolvidas na organização do evento do centenário. Um dos responsáveis da FPF, o antigo jogador Domingos Paciência, em visita à Autarquia do Porto, afirmou que, para além de estarem a trabalhar na organização, o objetivo é serem «candidatos a ganhar o Mundial 2030«.
Este mundial será o primeiro realizado entre dois continentes (além de três jogos na América Latina). Para o ministro da Justiça marroquino, Abdellatif Ouahbi, o torneio será um «casamento futebolístico» que transformará o Mediterrâneo e o Atlântico «num grande estádio de futebol«.
O acordo de cooperação judicial permitirá a criação de uma comissão conjunta para acelerar processos através do processamento «in situ» e de uma coordenação internacional rápida, assente na troca de informações e em procedimentos de emergência, tanto na esfera penal como cível. O acordo garantirá que «cada um dos países atue rapidamente se existir alguma situação com os cidadãos nacionais em países estrangeiros». O memorando estará ativo até ao último dia de 2030. A justiça digital e a luta contra a cibercriminalidade são também duas das prioridades do acordo assinado pelos governos de Portugal, Espanha e Marrocos.
A extradição entre Marrocos e os dois países ibéricos é um processo mais complexo. A ministra da Justiça portuguesa, Rita Alarcão Júdice, esteve de visita a Marrocos durante três dias e sublinhou que não pretende que o Mundial de 2030 «possa ser manchado por algum ataque». Os três países partilham a mesma visão de justiça, pretendendo que esta organização seja um exemplo para o mundo.


