«Banzo» e «O Riso e a Faca», candidatos a prémios de Melhor Filme Ibero-americano

Pedro Pinho e Margarida Cardoso são os autores de "O Riso e a Faca" e "Banzo", respetivamente, e representarão o "crescente reconhecimento internacional dos autores e obras" nacionais

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Interior de un cine vacío con una pantalla grande y asientos cómodos

As longas-metragensBanzo”, de Margarida Cardoso, e “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho, foram indicadas pela Academia Portuguesa de Cinema para representar Portugal na categoria de Melhor Filme Ibero-americano dos prémios Ariel, Otelo e Sur. O filme “Banzo” foi selecionado para o Prémio Ariel (México) e para o Prémio Sur (Argentina). Para o Prémio Grande Otelo (Brasil), foi escolhido “O Riso e a Faca”.

“Banzo”, escrito e realizado por Margarida Cardoso, é uma ficção de época passada em 1907 numa ilha tropical africana, que retrata a relação violenta entre colonos portugueses e habitantes locais negros em trabalho escravo. No filme, o ator Carloto Cotta interpreta um médico da metrópole enviado para curar escravos que morrem de uma profunda tristeza. A palavra “banzo” significa a “nostalgia dos escravizados”, uma depressão provocada pela saudade de casa.

Com 14 nomeações, incluindo a de Melhor Filme, “Banzo” lidera os Prémios Sophia 2026, que serão entregues em 15 de maio. A obra, produzida pela Uma Pedra no Sapato, já foi distinguida no IndieLisboa e nos Caminhos do Cinema Português. “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho, foi candidato aos Goya 2026 e aos prémios europeus de cinema. Com um elenco que inclui Sérgio Coragem, Cléo Diára e Jonathan Guilherme, o filme estreou-se no Festival de Cannes, valendo à atriz um prémio de representação na secção “Un Certain Regard”. Para os Prémios Sophia 2026, soma seis nomeações.

O Prémio Grande Otelo é considerado a distinção mais importante do setor audiovisual no Brasil, enquanto o Prémio Ariel é uma referência no contexto latino-americano. Já os Prémios Sur promovem o intercâmbio cultural entre as cinematografias de língua portuguesa e espanhola.

Através destas indicações, a Academia sublinha a diversidade, consistência e vitalidade da produção cinematográfica nacional, bem como o seu reconhecimento internacional.