O presidente Seguro fez o seu primeiro discurso num 25 de Abril que tem cravos de todas as cores

Cor, multidões e gritos a favor da liberdade encherem as ruas em mais um 24 de Abril em Portugal

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Multitud de personas en una manifestación con carteles y claveles rojos.
La imagen muestra a una multitud en una manifestación con claveles rojos, símbolo de la Revolución de los Claveles en Portugal. Los participantes sostienen carteles con mensajes en contra del fascismo, recordando la importancia de la libertad y la democracia. Este evento se celebra anualmente para conmemorar la lucha por la libertad en Portugal.

A 25 de Abril de 1974, um grupo de militares criou um «mundo novo» depois de décadas de ditadura. Mesmo sendo um país pequeno e sem uma grande força militar, os portugueses souberam procurar a sua liberdade sozinhos, o que para Seguro é um exemplo para o mundo.

No seu primeiro discurso do 25 de Abril na Assembleia da República como presidente da República, António José Seguro alertou que a liberdade está a «desaparecer aos poucos» e defendeu que os políticos devem ser mais transparentes sobre os donativos que recebem. O presidente da República, Seguro, usou o cravo vermelho na lapela, algo que um presidente não fazia desde Jorge Sampaio. Na cerimónia do 25 de Abril, que aconteceu 50 anos depois da Assembleia Constituinte, também participou o antigo presidente, Marcelo Rebelo de Sousa. Seguro apelou aos jovens para que «garantam que a liberdade não enfraqueça». Este recebeu elogios da direita e da esquerda, que também aproveitou para deixar críticas ao governo e à reforma laboral que estão a preparar.

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, no seu discurso avisou que os remédios populistas fecham a política e tornam-na elitista. Aguiar-Branco também falou sobre este assunto e um deputado do PS virou costas durante este discurso, afirmando que o presidente da AR prestou um «mau serviço». Durante os discursos dos partidos houve um momento polémico onde André Ventura, do Chega, lembrou os portugueses no estrangeiro e deixou um cravo verde (ao lado dos vermelhos) para lembrar os portugueses na diáspora.

Palácios abrem as portas ao público e à cultura

Depois da cerimónia oficial, as instituições (como o caso do Palácio de Belém) abriram as suas portas ao público para momentos culturais. Para Montenegro, a escolha da cultura para celebrar o 25 de Abril foi uma «escolha muitíssimo feliz». O desfile popular voltou a encher a Avenida da Liberdade com muitos cravos, cor e gente (desde crianças a idosos) com palavras de liberdade. Também houve espanhóis, a viver em Portugal, que participaram nestas comemorações.

No Porto também houve uma marcha para celebrar este dia. Na Amadora foi inaugurado um mural com o rosto de Mário Soares, o primeiro PM da democracia portuguesa, da autoria do artista plástico Vhils, para que a «liberdade continue».

Uma tese de mestrado em psicologia clínica avança que as mulheres presas pela PIDE olham para o crescimento da extrema-direita (a terceira força política mais representativa no Parlamento) com desilusão e medo. O 25 de Abril também celebra a liberdade em Itália e a sua PM diz que o «amor à liberdade» é o único antídoto para o totalitarismo.