Navio maldito ao largo de Cabo Verde e a caminho das Canárias volta a deixar o mundo em alerta sanitário

Foco de doença respiratória grave foi detectado num navio que partiu da Argentina e está ao largo de Cabo Verde

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Navio MV Hondius ao largo de Cabo Verde enfrentando surto de hantavírus.

Depois da pandemia de COVID-19, um navio ao largo de Cabo Verde está a «assustar» o mundo. Mais precisamente no Porto da Praia, o navio MV Hondius está a enfrentar um surto de hantavírus. Esta doença é normalmente transmitida por roedores, mas está a ser transmitida entre humanos; contudo, segundo a OMS, o risco ainda é baixo. Esta patologia causa doenças respiratórias ou renais graves.

Já foi anunciado que este cruzeiro seguirá caminho para Tenerife. O governo das Canárias não quer receber o navio, apesar dos pedidos do executivo de Pedro Sánchez. Nas Canárias, deverão desembarcar, para serem tratados, os 14 espanhóis que estão a bordo. O cruzeiro deverá chegar a Tenerife dentro de três dias.

Os restantes passageiros seguirão para Madrid e, posteriormente, para os Países Baixos. Segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o cidadão português a bordo faz parte da tripulação. O governo de Cabo Verde proibiu o navio de aportar num dos seus portos (mantendo-se apenas ao largo) para resguardar a população local.

As pessoas no navio estão isoladas no meio do mar e começam a ser executados planos de evacuação aérea para quem necessita de cuidados médicos urgentes. O MV Hondius é um dos navios de expedição mais avançados do mundo e esta viagem tinha começado em Ushuaia, Argentina. Depois da ilha de Santiago (Praia), o cruzeiro deveria seguir para as Ilhas Canárias. Se nada tivesse acontecido, o destino final seria a Antártida.

A bordo encontram-se 170 passageiros de várias nacionalidades. Neste momento, já há três mortos e oito infetados. Os passageiros revivem o que vimos na altura da COVID-19, com o uso de máscaras cirúrgicas e passeios solitários pelo convés. A situação está a ser vigiada pela OMS, que acredita que o paciente zero possa ter sido infetado ainda na Argentina.