Num artigo publicado no jornal espanhol El Economista, o embaixador de Portugal em Espanha, José Augusto Duarte, manifestou a sua grande satisfação ao constatar, após regressar ao país vinte anos depois, que ambos os países vizinhos mantêm uma das relações económicas mais sólidas e estáveis de Europa. Segundo o diplomata português, a Península Ibérica beneficia de um tecido empresarial complementar, composto por multinacionais e PME dinâmicas que podem obter vantagens mútuas através desta cooperação estreita. Para o responsável, o reforço contínuo desta aliança empresarial bilateral não só trará benefícios diretos para as respetivas economias nacionais, como também servirá para reforçar a posição de Portugal e de Espanha na Europa e no mundo. O embaixador português defende igualmente «uma relação económica mais simétrica».
Por sua vez, também nas páginas do El Economista, o embaixador do Brasil em Espanha, Luiz Alberto Figueiredo Machado, apontou o ano de 2026 como um ponto de viragem crucial nas relações bilaterais entre a nação sul-americana e o mercado espanhol. Este marco histórico é impulsionado pela entrada em vigor provisional do Acordo entre a União Europeia e o Mercosul. O representante brasileiro demonstrou total convicção de que este ano será decisivo para consolidar uma nova etapa na parceria estratégica, permitindo alargar de forma significativa os fluxos de comércio, investimento e cooperação entre ambos os Estados.
O diplomata brasileiro sublinhou que o seu país oferece atualmente múltiplas oportunidades para novos investimentos espanhóis, direcionados com especial incidência para setores estruturais como as infraestruturas, a transição energética e as energias renováveis. Através desta perspetiva de expansão, o Brasil encara a Espanha como uma parceira fundamental para edificar de forma conjunta um modelo económico renovado. O objetivo central partilhado nesta cooperação transatlântica foca-se no desenvolvimento de uma economia mais dinâmica, justa e sustentável para o futuro.
Em suma, as perspetivas partilhadas por ambos os embaixadores no El Economista convergem na importância da cooperação económica internacional para gerar crescimento partilhado. Enquanto a visão de José Augusto Duarte enfatiza a solidez e a complementaridade do ecossistema empresarial ibérico, a análise de Luiz Alberto Figueiredo Machado projeta uma expansão renovada rumo à sustentabilidade através do pacto entre a União Europeia e o Mercosul. Ambas as abordagens demonstram que a concertação de esforços e a abertura de mercados continuam a ser os pilares essenciais para enfrentar os desafios económicos globais.


