O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, voltou a defender que a CPLP se deve empenhar no restabelecimento da normalidade institucional na Guiné-Bissau através da realização de novas eleições. Por sua vez, o Conselho Nacional de Transição rejeita o regresso da Guiné-Bissau à CPLP e volta a acusar Portugal de ingerência na política do país. Esta posição foi divulgada através de um comunicado lido em Bissau pelo porta-voz do movimento militar que deu o golpe de Estado naquele país.
A Guiné-Bissau foi suspensa da CPLP, apesar de ser o país que, neste momento, deveria ter a presidência rotativa do organismo. Lá, ainda existem líderes da oposição em prisão domiciliária, os quais afirmam que conseguiram a sua liberdade através da luta e dizem não precisar da validação de nenhum organismo internacional. Há vozes que defendem que o uso da língua portuguesa naquele país ainda é uma forma de colonialismo, já que aqueles que vivem fora da cidade pouco falam a língua de Camões. Defendem, por isso, que a CPLP é um organismo que está ao serviço dos interesses de Portugal e dizem não aceitar qualquer forma de ingerência externa.
Por outro lado, a CPLP aumenta a defesa dos seus oceanos e quer um novo geoparque lusófono. Em Arouca, a UNESCO lembrou a diversidade de paisagens que existem nos países lusófonos e manifestou o desejo de ter, até 2030, um geoparque num país africano ou asiático da organização. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aprovou um plano de cooperação para los oceanos, que estará ativo até 2030. Este plano vai permitir a governação dos oceanos, promover uma «economia azul sustentável» e incentivar uma maior investigação científica. A 17 de julho, a CPLP comemora os seus 30 anos de existência, sendo que a presidência rotativa desta organização está atualmente nas mãos de Timor-Leste.


