França, Espanha e Portugal veem os seus jovens manifestantes tomar as ruas. No Porto, o Movimento pela Habitação está a dar que falar. Apesar dos protestos que está a dinamizar, o Governo de Montenegro já avisou que não vai «ceder aos gritos da rua» na questão da crise da habitação. O primeiro-ministro alerta que, para se resolver a crise da habitação, são necessárias «medidas extraordinárias» e não bandeiras da Palestina. Montenegro terá chamado «egoístas» aos manifestantes; o gabinete do PM nega este tipo de declarações, mas os manifestantes dizem que «egoísta é ter 55 imóveis enquanto outros não têm sequer uma tenda».
Em Portugal, existem 2700 casas à venda por mais de três milhões de euros. O Governo de Luís Montenegro, com o apoio do Chega e da IL, pretende aprovar a nova Lei das Rendas, que vai terminar com o teto de 2% no aumento das rendas em relação aos rendimentos das famílias.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, pede que Montenegro não avance com esta lei, que pode servir de «rastilho social» para mais manifestações e descontentamento, tanto entre os jovens como entre os mais velhos. Carneiro também pede que se respeite o direito à manifestação e que não haja excesso de força por parte da polícia. No Porto, uns dizem que a atuação policial foi «desmedida», enquanto a PSP acusa os manifestantes de resistência. O presidente da Câmara Municipal do Porto é um dos nomes políticos que pede manifestações responsáveis.
O presidente da República, António José Seguro, lembra que, numa sociedade democrática, «ninguém deve viver sem acesso à habitação». O presidente da República pede um compromisso entre todos para que ninguém seja excluído. Uma centena de jovens manifestantes pela habitação foi recebida com palmas pela CGTP, na Praça D. João I, no Porto. Esta manifestação, que está a acontecer em várias cidades do país, é contra o aumento do custo de vida.


