A Amnistia Internacional voltou a criticar o uso de força excessiva, por parte da PSP, nas acampadas que estão a acontecer em Lisboa e no Porto. A organização diz que vai falar com o Governo português sobre as violações dos direitos humanos que estão a ser cometidas.
O antigo ministro do PSD e subsecretário-geral das Nações Unidas, Jorge Moreira da Silva, considera injustificáveis as atuações que a polícia portuguesa tem tido nas mais recentes manifestações pela habitação.
Jorge Pinto, do Livre, pede para que o Presidente da República «acorde» e atue tanto para fazer frente à crise na habitação como à violência policial. Os manifestantes têm-se queixado de que a polícia de choque tem estado a atuar sem identificação. Milhares de pessoas continuam a participar nestas manifestações, onde a indignação e a criatividade têm juntado novos e velhos. Estes últimos lembram os tempos antigos em que pouco tinham e lamentam que hoje em dia, mesmo a trabalhar, as pessoas não consigam comprar ou arrendar uma casa digna.
O Presidente da República, António José Seguro, já falou tanto com Luís Montenegro como com a Provedora de Justiça sobre esta situação. Apesar dos problemas com a polícia, as manifestações não têm cessado.
Perante os acontecimentos nas acampadas, o ministro responsável pela polícia, Luís Neves, demonstrou que o seu «lugar está permanentemente à disposição do primeiro-ministro». O MAI voltou a dizer que a polícia atuou daquela forma porque tinha sido atacada, mas um vereador da Câmara do Porto considera que a violência policial é até «injusta para com a cidade». Entre as pessoas detidas existem mães de manifestantes que se meteram à frente da carga policial para defender os filhos. Também houve pessoas feridas. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, diz que «o Governo não pode usar a polícia para resolver os problemas que é incapaz de tratar». O CDS-PP, um dos parceiros do Governo, já veio defender a atuação das forças da autoridade e aproveitou a ocasião para criticar o PS.



