Portugal e Espanha reforçam controlo da convenção sobre os rios comuns

Agências de gestão de recursos hídricos ibéricos vão se reunir mensalmente

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Uma das medidas que saiu da Cimeira Luso-Espanhola, que aconteceu na cidade de Viana do Castelo, foi a reunião mensal que as duas nações vão passar a ter. A temática destas reuniões mensais será a gestão dos rios partilhados, um tema muito importante para a sociedade portuguesa. Estas reuniões pretendem solucionar os constrangimentos que a situação de seca, sentida em toda a península ibérica, está a causar tanto no abastecimento de água às populações como na exploração dos aproveitamentos hidrelétricos.

Um maior controlo da convenção sobre rios comuns era um dos pedidos dos ambientalistas e agricultores, um dos grupos mais afetados neste ano hidrológico de 2021/2022. Este é considerado o ano mais seco das últimas décadas. Em Espanha, o Dólmen de Guadalperal ficou a vista devido a seca extrema. Quem ficou contente com este anúncio foi o ministro português do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro, um dos presentes na Cimeira de Viana do Castelo.

As agências de gestão de recursos hídricos de Portugal e Espanha vão passar a reunir-se todos os meses para fazer a gestão dos rios comuns e melhorar a monitorização dos respetivos caudais. No documento assinado, pode ler-se que o desenvolvimento de um Secretariado Técnico Permanente da Comissão para a Aplicação e Desenvolvimento da Convenção de Albufeira (CADC) se reunirá mais frequentemente para a melhor gestão das bacias hidrográficas internacionais. Portugal e Espanha também vão trabalhar de perto para «harmonizar os indicadores de seca».

Os dois executivos também decidiram «criar um grupo de trabalho sobre água e energia que contribua para abordar conjuntamente o papel da água como fonte de energia e explorar as oportunidades do armazenamento energético».

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