Redes de judiarias de Espanha e de Portugal assinaram acordo para proteger o património sefardita no território ibérico

O objetivo deste acordo histórico é difundir o conhecimento deste património cultural que ajudou a criar não só as idênticas nacionais mas também peninsular

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As Judiarias de Espanha e Portugal assinaram um acordo histórico em Plasencia. Este acordo, com uma duração de quatro anos, pretende reger a colaboração entre as instituições ibéricas para desta forma valorizarem o património judaico existente. O objetivo das redes de judiarias é defender o património urbanístico, arquitectónico, ambiental, histórico e cultural, relacionado com a herança judaica.

Pois ainda poucos conhecem a presença judaica em território ibérico e as suas origens sefarditas. Os judeus ajudaram, e muito, não só na criação da identidade dos países mas também do território peninsular. O contributo dos judeus portugueses para a história do mundo foi enorme; desde a ciência náutica que há mais de 500 anos deu ao país um avanço decisivo para o início da globalização, à evolução da economia mundial e da medicina. Exemplo é o médico Garcia da Orta, filho de judeus sefarditas espanhóis que refugiaram-se em Portugal quando os Reis Católicos de Espanha baniram os Judeus do país.

Também deverá haver uma reunião anual entre as redes de judiarias de Portugal e de Espanha para que se crie um programa de atividades comuns. Para que possa haver uma participação conjunta em feiras internacionais. Em conjunto, as redes de judiarias pretendem apresentar candidaturas a linhas de financiamento de projetos culturais, turísticos e de desenvolvimento económico para estes territórios transfronteiriços.

O acordo foi assinado por Fernando Pizarro García-Polo, que para além de autarca de Plasencia também é o presidente da Rede de Judiarias de Espanha, e António Pita, presidente da Câmara de Castelo de Vide e presidente da Rede de Judiarias de Portugal. Na assinatura deste acordo também participaram membros dos governos dos dois países responsáveis pela pasta do turismo em cada lado da fronteira.

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