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Hospitais do Algarve procuram enfermeiros espanhóis

Profissionais da saúde passam para os dois lados da fronteira para trabalharem

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Vários sectores, incluindo o da restauração e hotelaria, estão a ter dificuldades em repor os trabalhadores perdidos durante o confinamento e o mesmo está a acontecer no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA). A falta de enfermeiros no sul do país está a fazer com que a administração procure repor estes profissionais no outro lado da Raya. Para tal, o centro hospitalar estabeleceu protocolos com universidades da Andaluzia, em Espanha.

O objectivo deste contacto com universidades andaluzes é contratar profissionais recém-formados que queiram ter certificado para trabalhar em Portugal. Da totalidade dos profissionais de saúde a trabalharem no país, 7% são estrangeiros. Destes, a grande maioria são espanhóis mas ao longo dos anos estes números têm caído pois uma boa parte destes trabalha com contratos precários, em especial a recibos verdes. Para além disto, alguns queixam-se de discriminação. Esta queixa acontece em especial com aqueles que vivem num lado da fronteira e trabalham no outro mas como conduzem um carro com matrícula espanhola são alvo de caça a multa.

Percurso diferente fazem os enfermeiros portugueses que deixaram o sonho britânico a favor do espanhol. Estes escolhem Espanha para terem uma «perspectiva de futuro» que não alcançam em Portugal, onde os enfermeiros ganham 1.247€ por mês. A proximidade geográfica também joga a favor de Espanha. Com 148 pedidos de declaração para exercer no estrangeiro em 2020, Espanha ultrapassou o Reino Unido e a Suíça na lista de países que mais recebem os enfermeiros portugueses. A trabalharem fora de Portugal existem mais de 20.000 enfermeiros formados.

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