María Corina Machado é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz. No meio da escuridão, Maria Corina Machado, engenharia de formação, tem conseguido manter «a chama da democracia acesa». Mesmo quando a liberdade parece estar enjaulada. A «dama de ferro» da oposição venezuelana está na clandestinidade desde as eleições de 2024 mas já recebeu a chamada de parabéns de Edmundo González Urrutia (que está em Espanha) depois do anúncio do Nobel da Paz. O anúncio deste prêmio acontece num momento em que os Estados Unidos da América está a fazer um bloqueio naval ao Governo de Nicolás Maduro (acusado de narcotráfico).
A política venezuelana, de 58 anos, vive na clandestinidade desde Agosto de 2024, por força da repressão de Maduro. O presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (que estava na reunião do grupo de Arraiolos), saudou esta decisão «muito sábia» do comitê ao entregar o prêmio a venezuelana (que tem origem portuguesa). Marcelo Rebelo de Sousa também lembrou que Lisboa tem tido ligação não só ao governo de Maduro mas também com a oposição. Estima-se que a comunidade portuguesa na Venezuela possa chegar a valores na casa de um milhão de pessoas. Muitas delas ligadas tanto ao regime como ao grupo de María Corina Machado. Existem presos políticos com passaporte português.
O Governo português, através da voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, destacou o «governo e a audácia» de María Corina Machado. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, escreveu nas redes sociais que a atribuição do Nobel da Paz é «um reconhecimento à tenacidade e trabalho incansável» de María Corina Machado «pela justiça». A venezuelana já tinha ganho vários prémios a nível europeu e pela imprensa internacional têm sido descrita como o melhor que a humanidade feminina têm para oferecer.
O Grupo Parlamentar do PSD Madeira apresentou, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, um voto de louvor à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. A Madeira é a região de Portugal que tem uma maior comunidade de venezuelanos e luso-venezuelanos. Existe mesmo um comitê venezuelano em Portugal que tem alertado para a corrupção na Venezuela e as pessoas próximas do poder que tem património em vários locais do mundo, desde Miami até Portugal.


