10 de junho celebrado com o povo que se fez no mar

Marcelo Rebelo de Sousa vai celebrar o Dia de Portugal junto da comunidade em Andorra

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O 10 de junho, Dia de Portugal e das suas comunidades, teve o epicentro das suas comemorações na cidade de Braga. No Minho, que vai receber a Cimeira Ibérica deste ano, os militares e o povo saiu a rua perante o olhar das principais figuras do estado. Este foi um dos dias de Portugal mais participados dos últimos anos. As comemorações aconteceram já sem as restrições da pandemia.

Marcelo Rebelo de Sousa e Augusto Santos Silva marcaram presença na tribuna governativa (o mesmo não aconteceu com o primeiro-ministro devido a motivos de saúde) e ouviram o presidente da comissão organizadora do 10 de junho, o constitucionalista Jorge Miranda, dizer que «Portugal não se reconduz ao território nem se circunscreve aos portugueses que nele habitam». O constitucionalista repudiou os nacionalismos bacocos e o expansionismo atualmente figurado por Putin.

Portugal é muito mais que um ponto geográfico. Para os presentes, o dia em que Camões morreu é uma data a ser celebrada por todos os que compartilham uma mesma língua, alma e saudades das raízes. Portugal é o único país que tem o seu dia nacional associado a um poeta. No discurso do presidente da república, este elogiou o povo que construiu Portugal e que acabou por se espalhar pelo mundo através dos oceanos. O chefe-de-estado lembrou o papel que a arraia-miúda teve na construção da história de uma nação com nove séculos.

Portugal e a portugalidade construída por um povo

No discurso, que teve uma duração de 15 minutos, Marcelo não esqueceu a atual guerra na Ucrânia e aplaudiu o grupo de 60 antigos militares que desfilaram pelas principais ruas de Braga. Foi o povo, já louvado por Fernão Lopes, que ajudou no processo de separação do Reino de Leão, colocou cravos nas espingardas dos militares no 25 de abril e viveu os últimos dois anos da pandemia.

Foram estes milhões de portugueses que se lançaram para o mar e «fizeram dos oceanos a nossa nova terra de futuro», declarou o presidente da república portuguesa lembrando a futura Conferencia dos Oceanos em Lisboa e a importância que este tipo de economia tem. Com o passado sempre presente para olhar para o futuro, Marcelo também lembrou a sua última visita a Timor (por onde passaram os seus antepassados) e o bicentenário da independência do Brasil. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, esta independência fez com que no outro lado do Atlântico o nosso povo «se desdobrasse em dois, o povo brasileiro e o povo português».

Para um dos pais da Constituição portuguesa, Jorge Miranda, Portugal é onde há um português e este dia não é só comemorado em território nacional. A Extremadura, Andorra, França, Reino Unido e o Canada são alguns dos territórios onde este dia é assinalado pelas comunidades lusas. Depois da cerimónia oficial, tanto o presidente da Assembleia como o da República voaram para junto dos emigrantes portugueses. Santos Silva foi para o Canada e Marcelo para Londres. A 12, as comemorações vão continuar em Andorra. 14% da população deste país é de origem portuguesa ou luso descendente.

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