No arranque da última semana da campanha para as autárquicas, os diferentes partidos fazem de tudo para conseguirem a vitória naquela que é a maior eleição do país. Já que votamos não só nos presidentes da câmara mas também da junta de freguesia, vereadores e deputados das assembleias municipais.
Será uma batalha decidida voto a voto, como muitas sondagens (como a de Lisboa e a do Porto) têm demonstrado. Uns querem manter as câmaras que já tem (como é o caso da AD em Lisboa), outros querem reconquistar o que já foi deles (como é o caso da CDU em Almada, que agora é socialista) e o Chega quer fazer uma «conquista» de sul para norte (ao contrário da Reconquista Cristã do território ibérico que veio de norte para sul). Os líderes têm estado com os seus candidatos mas as temáticas nacionais (como é o caso do próximo Orçamento de Estado) têm entrado na agenda da política local.
Estas eleições foram marcadas pela prisão dos ativistas que seguiam na flotilha humanitária que ia em direção a Gaza. O ministro da Defesa (e líder do CDS), Nuno Melo, e André Ventura concordaram em criticar os quatro ativistas portugueses (um deles é a deputada do BE, Mariana Mortágua) e chamaram ao seu ato de «palhaçada». André Ventura, o «one man show» do Chega (aparece mais nos cartazes que os diferentes candidatos do seu partido), acusou Mortágua de se ter vitimizado e criticou o governo por se ter demonstrado disponível para receber estes ativistas. Nuno Melo pede que o foco esteja nas eleições.
Rui Tavares, do Livre, recomenda ao ministro da Defesa «mais comícios, arruadas e panfletos, ainda são o coração de qualquer campanha política». As caravanas dos partidos têm passado pelos mesmos sítios com uma diferença de poucos minutos, como aconteceu com Carlos Moedas e Alexandra Leitão na Feira das Galinheiras, uma das mais antigas da cidade. Ainda é uma forma de se fazer política «à antiga» mas há cada vez mais candidatos, às câmaras e às juntas, com menos de 25 anos de idade. A política não é apática e os jovens, da esquerda e da direita, querem que as suas vozes sejam ouvidas também ao nível local.


