11/01/2026

Cinquenta anos da independência de Angola, o país que se reinventou depois de várias guerras

Angola é uma das grandes potências do continente africano e João Lourenço é uma voz a ter em conta para o mundo

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Marcelo Rebelo de Sousa y el presidente angolano en una reunión

Foi a 11 de Novembro que Angola conseguiu a sua independência de Portugal. Este é o ano em que os países dos PALOP comemoram os seus 50 anos de independência. Os que lutaram na Guerra do Ultramar falam que os teatros de guerra mais complicados eram a Guiné-Bissau, Moçambique e Angola. Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos chefes de Estado que teve presente, em Luanda, numas comemorações que não contaram com o povo. Antes das comemorações , Marcelo esteve com os portugueses que se estiveram no país e acredita que o futuro será promissor para as duas nações.

Antes das comemorações começarem, João Lourenço depositou uma coroa de flores no túmulo de Agostinho Neto, o primeiro presidente de Angola e quem proclamou a independência. Várias figuras portuguesas, mas nascidos em Angola (como o caso do antigo ministro de António Costa, António Costa e Silva), lamentam que no discurso de João Lourenço não se tenha falado sobre os desafios económicos ou a história que compartilhamos. António Costa, como presidente do Conselho Europeu, saudou estes cinquenta anos de independência e espera «parceria cada vez mais forte» com UE, que vai ajudar na construção do corredor do Lobito, um dos futuros mega-projetos que o país vai ter. Donald Trump também deu os parabéns a Angola.

João Lourenço falou sobre as lutas que Angola teve para ser independente 

No discurso feito aos presentes, João Lourenço falou sobre o colonialismo português, as guerras (algumas contaram com a participação de guerrilheiros cubanos), alertou para a importância da ONU e disse que Angola olha para o mundo com «apreensão». Depois de ouvir as palavras de João Lourenço, Marcelo Rebelo de Sousa diz que se «sentiu orgulhoso porque, com todos os defeitos da colonização, Portugal contribuiu para unir Angola». Marcelo Rebelo de Sousa esteve acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

O presidente angolano também lembrou que o país tem desafios muito completos pela frente, como é o caso do combate a fome, pobreza é descrepancias sociais. Angola é um dos países de África com mais recursos naturais. Para além das comemorações oficiais, haverá (dentro de dois dias) um jogo comemorativo entre as seleções de Angola e da Argentina.

Angola, tal como todo o continente, tem uma grande população jovem e o MPLA aproveitou a oportunidade para apelar aos angolanos uma maior unidade para não perderem aquilo que conquistaram. Como é o caso de uma justiça mais rápida. Muitos jovens angolanos continuam a sair do país para outras latitudes, como é o caso de Portugal, para conseguirem uma vida melhor. Angola tem dois grandes partidos, a UNITA e o MPLA. A guerra civil acabou há pouco mais de vinte anos. Dez mil convidados e 45 delegações estrangeiras marcaram presença nestas comemorações.