29/11/2025

Golpe de Estado depõe presidente da Guiné-Bissau e suspende a contagem de votos que estava a acontecer

Umaro Sissoco Embalo era o presidente em exercício da CPLP e ainda não se sabe qual será o próximo país na presidência deste grupo

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Foram reportados tiros perto do palácio do presidente da República da Guiné-Bissau. O tiroteio foi reportado pelas redes sociais já que a imprensa portuguesa, especialmente a RTP e a Lusa, foram expulsar do país pela presidência de Umaro Sissoco Embalo. Que já admitiu ter sido deposto. Pessoas vestidas de militares detiveram o presidente Sissoco Embalô, que para além de ser o presidente da Guiné-Bissau era também o rosto que estava a frente da presidência rotativa da CPLP.

As próprias Forças Armadas da Guiné já admitiram esta tomada de poder em comunicado. Outros membros do gabinete do presidente da Guiné-Bissau foram detidos. No comunicado, explica que se trata de uma reação «à descoberta de um plano em curso de destabilização do país». A Guiné-Bissau, que é um dos países mais pobres do mundo, é considerado por muitos um narcoestado.

Militares encabeçam golpe de Estado 

O homem por detrás deste golpe é o general Horta Inte Nan Tan, que anunciou o fecho das fronteiras, do espaço aéreo e a suspensão da contagem de votos que estava a acontecer. Foi decretado recolher obrigatório e as rádios não estão a emitir. O comunicado foi lido na televisão estatal guineense TGB (que conta com o apoio da RTP).

O governo português, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, apelou a que não haja violência e que se retoma a normalidade o mais rapidamente possível. O secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, demonstra estar profundamente preocupado com o que está a acontecer no país e apela a contenção.

O principal candidato da oposição, e membro do PAIGC, Fernando Dias, já tinha reivindicado a vitória nas presidenciais da Guiné-Bissau. Umaro Sissoco Embalo já tinha dito o mesmo. Afirmou que tinha ganho com mais de 62% dos votos numa corrida que teve mais de dez candidatos. Milicias armadas detiveram entretanto o candidato à presidência da República da Guiné-Bissau, Fernando Dinis, e o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira. As eleições foram presidenciais e legislativas, já que o presidente Embalo tinha deposto o governo anterior. Alguns setores da oposição ao regime vigente dizem que este é um falso golpe de Estado, tal como já tinha acontecido anteriormente.