No último dia oficial da campanha para a presidência da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa alertou que o seu sucessor terá um trabalho mais difícil do que aquele que teve. Isto não só pelas mudanças políticas em Portugal mas também decido a atual tensão geopolítica.
Portugal entra no sprint final para descobrir qual será o próximo presidente da República. As eleições presidenciais estão a ser disputadas por número recorde de candidatos (11). As pessoas com problemas de saúde queixam-se de alguns entraves para votarem, apesar da votação antecipada ou dos boletins em braille.
André Ventura espera que, numa segunda volta (algo esperado por todos), o PSD e a IL não levantem obstáculos a sua vitória contra Seguro. O candidato de esquerda é o que aparece em primeiro nas sondagens mas pouco à frente dos dois candidatos que aparecem logo a seguir, André Ventura e João Cotrim Figueiredo. O candidato apoiado pela IL está a ser acusado de assédio sexual por uma antiga assessora jurídica deste grupo no parlamento português. Critica negada por Cotrim Figueiredo, que acusa os jornalistas de lançarem esta notícia a poucos dias antes das eleições.
Três candidatos cada vez mais próximos de Belém
Numa possível segunda volta entre Ventura e Seguro, as sondagens indicam que o socialista pode ter até 20 pontos de vantagem. O novo líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, considera que o resultado de Catarina Martins para estas eleições poderá ser importante para o futuro do partido.
Sobre os candidatos com possibilidades de passarem a uma segunda volta, o Jorge Pinto, do Livre, considera que Gouveia e Melo é um dos poucos que defende a Constituição. A noite eleitoral do dia 18 de Janeiro promete ser mexida mas muito provavelmente não vai decidir tudo e os portugueses já falam abertamente numa segunda volta.
Gouveia e Melo e Marques Mendes já aparecem muito abaixo dos três primeiros candidatos mas o candidato apoiado pelo PSD, Marques Mendes, lembra que existem muitas «sondagens que falharam» (como a primeira eleição de Carlos Moedas na autarquia de Lisboa em que as sondagens davam a vitória de Fernando Medina). Marques Mendes considera que um presidente da República deve ser interventivo e que o visto como grande favorito, Seguro, é muito «passivo». No último dia da campanha, apenas Catarina Martins e Cotrim Figueiredo não fizeram os seus fins em Lisboa. A campanha, que começou oficialmente nos primeiros dias de Janeiro, virou do avesso umas sondagens que davam, no início, um vencedor certo e terminam com três com possibilidade de chegarem a Belém.


