Assembleia da República aprovou defesa e reconhecimento do barranquenho

Uma maior investigação e ensino nas escolas são defendidos para a protecção do idioma

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A Assembleia da República aprovou em plenário dois diplomas, do PS e do PCP, que defendem a protecção, valorização e reconhecimento do barranquenho e da sua identidade cultural. Estes projectos, que desceram para a especialidade, foram aprovados no Dia da Língua Mirandesa. Em Portugal existem duas línguas oficiais, o português e o mirandês (isto desde 1999), mas a língua gestual portuguesa, o crioulo e o barranquenho também são falados em território luso.

Aprovado o unanimidade, todos os deputados reconheceram a necessidade do falar típico do concelho de Barrancos ser reconhecido como língua oficial e como tal investigado e ensinados nas escolas para que não se perca com o tempo. O barranquenho foi registado pela primeira vez por Leite de Vasconcelos, na obra «Filologia Barranquenha», editada em 1955.

O barranquenho, língua híbrida que cruza o português e o espanhol, não tem uma tradição escrita e apenas é falada pelas 1.300 pessoas que vivem na região raiana. A vida em Barrancos é pautada pela habitual tranquilidade alentejana, apenas quebrada pelo barulho das motas a passarem na rua e o cheiro a pão quente, e a convivência com os vizinhos espanhóis de Valencia del Mombuey e de Encinasola.

A origem do barranquenho está ligada aos assentamentos de súbditos do reino de Castela na Idade Média à volta do Castelo de Noudar, onde anteriormente estava a vila. Com o desaparecimento da geração mais velha e o ensino massivo do português nas escolas, se não houver uma regulamentação a língua pode desaparecer. O partido comunista português defende que para além do barranquenho é necessário reconhecer as dificuldades pelas quais este concelho, o mais antigo do país, enfrenta.

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