Países de língua portuguesa e espanhola marcam a sua posição sobre a invasão da Ucrânia

Assembleia das Nações Unidas reúne-se de forma extraordinária com a Rússia a ameaçar com o nuclear

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A Assembleia-Geral da ONU, que se reuniu de forma extraordinária pela décima primeira vez (esta tinha sido realizada pela última vez em 1950), juntou os seus 193 membros para darem a sua opinião sobre a invasão a Ucrânia por parte da Rússia. Este foi um momento raro nos 77 anos de história da organização que começou esta reunião com um minuto de silêncio em memória a todos os que já perderam a vida no conflito. António Guterres, o secretário-geral da organização, destacou que «nada pode justificar o uso da força nuclear». Esta foi a última cartada apresentada por Putin.

Os países lusófonos e hispânicos tiveram a oportunidade para defenderem as suas opiniões sobre os dois lados em conflito. Se Portugal e Espanha defendem a posição europeia e as sanções por ela defendidas, os países africanos e sul-americanos tiveram reações distintas. Advogados portugueses e macaenses vão prestar ajuda jurídica aos ucranianos que fogem da guerra e pretendem pedir refúgio.

O Brasil voltou a criticar a invasão russa mas também se opõe ao envio de armas para a Ucrânia por algumas potências ocidentais (como é o caso das duas nações ibéricas). Neste conflito, Jair Bolsonaro afirmou que o país ficará neutral e o embaixador Ronaldo Costa Filho pediu aos órgãos da UN para encontrarem uma solução para este conflito. O país deverá apoiar França e o México numa nova resolução do Conselho de Segurança que irá reconhecer a Rússia como o agressor.

Pedidos a paz multiplicam-se 

O país azteca, através do presidente Andres López Obrador, também defende uma posição de neutralidade e um maior diálogo para que seja possível depor as armas. A rejeição do uso da força também foi feita pela Argentina, Colômbia e o Chile que pedem respeito pela Carta das Nações Unidas. O PR e o PM de Cabo Verde juntaram-se a condenação da invasão da Ucrânia por parte da Rússia.

O Ministério das Relações Exteriores de Angola emitiu uma declaração onde pede o fim da Guerra. Na zona de fronteira, especialmente na Polaca, alguns estudantes oriundos de África e luso-descendentes foram barrados devido a sua origem. O deputado da UNITA (da oposição) Alcides Sakala condenou hoje a ofensiva militar a um «país amigo de Angola». O fim generalizado das trocas comerciais com a Rússia pode, segundo a Oxford Economics Africa, beneficiar as economias de Angola e de Moçambique pois estas duas nações são produtoras de petróleo e de gás. Depois de Israel e do próprio Vaticano, o líder da Guiné, Sissoco Embaló, afirmou estar disponível para mediar a crise já que tem experiência em conflitos.

A Venezuela, através de um tweet publicado por Nicolás Maduro, demonstrou o seu apoio total a Rússia e atirou todas as culpas do conflito para a NATO (que vai ter a sua reunião anual este verão em Madrid). A Aliança Atlântica e os EUA também são vistos como os principais culpados na situação ucraniana.

A resolução a ser adotada nas Nações Unidas não é vinculativa mas pode servir como pressão política.

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