Presidente do Benfica preso por corrupção e lesar o Estado português

Luís Filipe Vieira é o principal arguido na operação "Cartão Vermelho", um dos maiores escândalos dos últimos anos

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Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica desde 2003, é um dos quatro detidos na operação «Cartão Vermelho». Estas detenções levadas a cabo pelas autoridades são referentes a crimes de corrupção que lesaram três organismos – Estado, Banco Novo e a Benfica SAD – num valor de 100 milhões de euros. Os quatro arguidos (um deles é o «Rei dos Frangos», milionário que é o maior detentor singular de acções do clube) estão a ser ouvidos pelo super juíz Carlos Alexandre, que foi também o responsável pelo caso que levou o antigo primeiro-ministro português José Sócrates a cadeia.

As actividades de Luís Filipe Vieira no mundo desportivo foram um dos principais focos de atenção do hacker português Rui Pinto, que agora colabora com a polícia portuguesa neste e em outros casos de grande envergadura. O informador, que sempre alertou para as ligações perigosas que existem entre o mundo desportivo/empresarial/político, já reagiu a esta detenção e relembrou que «outros aperceberam-se de que poderão ser os próximos».

Vieira, que entretanto suspendeu o seu cargo (para o lugar de presidente do clube foi Rui Costa), foi o primeiro presidente de um clube desportivo em Portugal a ser preso ainda em funções, algo que transformou o caso ainda mais impactante tanto no país como «fora de portas». Vieira e os restantes detidos são acusados de crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento que passaram por diferentes off-shores.

O antigo presidente do Benfica, que nos últimos anos se tem visto envolvido em diversos casos judiciais, foi um dos ouvidos na Comissão Parlamentar que investiga o desfalque ao Novo Banco. Durante esta audição, o dirigente desportivo afirmou que se estava a frente do Benfica era a pedido dos bancos e que não tinha muitos poucos bens no seu nome mas mesmo assim era o segundo maior devedor da instituição liderada por Ricardo Salgado. Do dinheiro emprestado, pelo menos 8 milhões foram usados para benefício pessoal.

Eleito há 8 meses para um novo mandato a frente do clube encarnado, da sua lista de honra figuraram nomes como os de António Costa e o do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina. Para além desta ligação ao mundo da política, o Ministério Público chegou a investigar a entrega de bilhetes ao antigo ministro das Finanças e actual governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.

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