Último Estado da Nação antes da libertação total foi focado na pandemia e na recuperação

Num discurso de 32 páginas, António Costa relembrou que, em comparação com a última crise, a taxa de desemprego está em 7,1%

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António Costa e os executivos do seu governo apresentaram-se perante a Assembleia da República para o último debate do Estado da Nação antes da pausa de verão. Neste encontro com a oposição, a pandemia e a recuperação foram os grandes temas em discussão e que levaram a várias questões dos deputados presentes. Durante 4 horas, todos os partidos fizeram o balanço do último ano e escolheram pontos positivos (o plano de vacinação e os profissionais de saúde) e pontos negativos (o desgoverno apresentado na prestação de apoios a famílias e empresas).

«O grande desafio que temos pela frente consiste em recuperar desta crise pandémica, resolvendo ao mesmo tempo os problemas estruturais que têm afectado a competitividade nossa economia», lembrou durante o debate o primeiro-ministro prometeu tomar medidas sobre as moratórias para as famílias que terminam já em Setembro e anunciou que os jovens dos 12 aos 17 anos (570 mil) serão vacinados até ao dia 19 de Setembro. Este é um dos grandes objectivos de Costa para que não existam mais interrupções no ano lectivo. Até Agosto, 73% da população portuguesa deverá ter pelo menos uma dose da vacina contra a Covid.

Alcançar a vacinação completa e assim poder deixar cair algumas restrições, como já fez o Reino Unido. Esta libertação total, com o fim do uso obrigatório das máscaras de protecção individual na rua, poderá chegar em Setembro. O governante também destacou o reforço no Serviço Nacional de Saúde, que vai ter um investimento de 1.383 mil milhões de euros, e o trabalho dos seus profissionais. Para a deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, os investimentos anunciados ainda são insuficientes e o SNS «vai precisar de mais».

O PSD, que no debate não contou com a presença do seu líder, assinalou que o governo, especialmente alguns dos seus ministros, estão desgastados e um dos exemplos é o caso TAP e a Groundforce que no último fim-de-semana paralisou os aeroportos nacionais já que o pessoal da empresa que trata das bagagens dos passageiros não está a receber os ordenados regularmente.

Cinco pontos para a pós-pandemia

Num discurso de 32 páginas, António Costa relembrou que, em comparação com a última crise, a taxa de desemprego está em 7,1% e enumerou os cinco pontos prioritários para o governo para a pós-pandemia. Se houve algo que foi deixado para trás com o início da pandemia foi a educação e para recuperar as aprendizagens dos dois últimos anos terá um custo de 900 milhões de euros que vão servir para adaptar currículos, contratar mais professores e reforçar horários.

O combate a desigualdade, mais investimento na Ciência e na Inovação e o combate às alterações climáticas e a transição digital são os objectivos escritos no PRR e que o governo pretende começar a implementar o mais rapidamente possível para, e tal como foi discutido na Cimeira do Porto, «não deixar ninguém para trás». O primeiro-ministro terminou a sua intervenção perante a câmara reforçando que «este é o momento de abrir uma nova janela de esperança e aproveitar as oportunidades irrepetíveis que os próximos tempos nos trarão».

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