30/08/2025

Os edifícios ibéricos do século XX mostram a nossa história e precisam de ser salvaguardados

Estes edifícios estão a ser «engolidos» pela «bolha imobiliária» e transformados em zonas de restauração ou hoteleiras

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Há 2.500 edifícios do século XX em Portugal e em Espanha que precisam de ser «salvos». A Fundação Docomomo Ibérico, criada nos anos 1990 para salvaguardar o património arquitetónico moderno da Península Ibérica, tem estes edifícios catalogados.

A fundação costuma colocar placas identificativas em edifícios emblemáticos, como forma de sensibilizar as comunidades e autoridades locais para que conheçam as suas histórias. Estes edifícios históricos atualmente estão em risco devido a «bolha imobiliária». Acabam por se tornar em espaços de restauração, hoteleiros ou residenciais. Como se pode revitalizar os centros históricos dar cidades ibéricas sem se perder a sua essência?

A conhecida «Ginjinha» de Lisboa está em conflito com o dono de um edifício hoteleiro. Os conventos de Santa Joana e de São Domingos, também na capital portuguesa, deram origem a hotéis de luxo.

A arquitetura moderna ibérica também teve o seu impacto cultural e social. São obras industriais, religiosas ou públicas. Estes espaços usaram materiais inovadores para a altura, como é o caso do betão ou do vidro. Estamos a falar de espaços que foram construídos entre os anos de 1925 e 1975. O Bairro da Bouça (Porto) é um projeto do conhecido arquiteto Álvaro Siza Vieira e está listado como um dos cem edifícios mais importantes de Portugal do século XX. Muitos dos nossos edifícios são mais antigos que alguns países, como é o caso dos Estados Unidos.