A campanha continua ativa, com visitas a mercados e arruadas, e neste Dia de Reis teremos os 11 candidatos presidenciais juntos num debate que será transmitido pela RTP. Este debate acontece depois da estação pública ter emitido o documentário «A Duas Voltas». Quarenta anos depois, é quase certo que o país vá a una segunda volta para conhecer quem será o próximo presidente da república de Portugal.
Depois do apelo ao voto em Marques Mendes, feito por Luís Montenegro, defendendo que só desta forma será possível travar a passagem à segunda volta de dois líderes populistas, Ventura levantou a possibilidade de ter o apoio público de Passos Coelho, nome que o Chega queria que tivesse se candidatado à presidência da República.
Para Catarina Martins, o voto por convicção é que muda o país. Gouveia e Melo lembrou o período da Troika para acusar Seguro, que era o secretário-geral do PS, de não ter feito nada para defender os ideais dê esquerda. O candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, considera que o aumento de ataques contra si dá parte dos adversários representa o medo que tem devido a estar a aumentar nas sondagens, que estão a ser feitas diariamente. Quem está a descer nas sondagens é Luís Marques Mendes. Ventura diz que Mendes está a criar cortinas de «fumaça» por estar desesperado. As mais recentes sondagens dão Seguro, Gouveia e Melo e Ventura separados por quatro décimas. Mendes a cair e atrás de João Cotrim Figueiredo.
Sobre esta «queda» nas sondagens, depois de ter passado muito tempo na liderança, Mendes diz que estas sondagens «não batem certo» e considera que esta a haver oportunismo com vários candidatos a falarem sobre a figura do antigo primeiro-ministro de Portugal, Sá Carneiro. Cavaco Silva, o presidente anterior a Marcelo Rebelo de Sousa, diz estar «chocado» com o uso do nome do social-democrata nesta campanha. André Ventura e Gouveia e Melo, ambos, consideram Sá Carneiro uma inspiração mas lembram a Cavaco Silva que a figura política não pertence a ninguém.


