Agora que o processo de seleção para o próximo secretário-geral das Nações Unidas e onde existe uma chilena como possibilidade (Michelle Bachelet), os diplomatas portugueses homenagearam o papel que António Guterres tem vindo a ter na organização.
Guterres, que foi o primeiro português neste cargo, está a um ano de completar uma liderança de dez anos como o principal diplomata do mundo. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que também participou neste encontro, aproveitou também para lembrar o papel diplomático que Marcelo Rebelo de Sousa, que também está de saída, prestou como presidente da República. Guterres e Marcelo Rebelo de Sousa tiveram vozes relevantes na diplomacia mundial na última década.
Segundo os diplomatas, o português tem contribuído para um «mundo mais justo». No encontro dos diplomatas, que acontece anualmente em Lisboa no Instituto Diplomático, o compromisso de António Guterres «com a paz e a dignidade humana». Guterres devia ter participado presencialmente neste encontro mas teve que voltar às pressas para o edifício da ONU, em Nova Iorque, para acompanhar o desenrolar da situação na Venezuela. Foi há 70 anos que Portugal aderiu às Nações Unidas. Portugal pretende ver o português reconhecido como uma das línguas oficiais desta organização e está a procurar voltar ao Conselho de Segurança (isto como membro não permanente).
O governo da Venezuela deixou um convite aberto para que o secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, veja em «primeira mão» os resultados da entrada das tropas americanas no país para levar Nicolas Maduro e a sua mulher detidos para serem julgados em Nova Iorque. Guterres está a considerar aceitar este convite e já ofereceu «os seus mais dignos préstimos para facilitar o diálogo nacional».


