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A economia portuguesa só vai recuperar totalmente do abalo provocado pela covid-19, registando os números alcançados antes da pandemia, apenas em 2022.

O início desta recuperação irá ser iniciado em 2021, onde a COSEC acredita que a economia lusa vai crescer +6%. Isto depois da recessão de -8% que será sentida ainda durante o ano de 2020. Está queda é acentuada por uma taxa de desemprego de 7,8%.

Só no terceiro trimestre mais de 125,7 mil pessoas inscreveram-se nos Centros de Emprego de todo o país. Muitos, especialmente os que estiveram ligados ao sector do turismo, esperam apenas encontrar emprego apenas no início da primavera do próximo ano.

A recessão da economia portuguesa pode ser explicada devido ao confinamento que levou a uma queda do consumo e de actividades relacionadas com hotelaria e restauração, transportes, vestuário e calçado, entretenimento e cultura, mobiliário e artigos para a casa (que representam cerca de 27% do PIB). A favor da recuperação, Portugal beneficiará da retoma internacional do comércio de bens, cujas exportações representam 27% do PIB nacional.

A contribuir para moderar a velocidade da retoma, explicam os analistas, estão, por um lado, a recuperação muito comedida do turismo (que só deverá voltar aos níveis anteriores da crise em 2023) e há muito provável manutenção de medidas de contenção em países estratégicos como a Espanha, França e o Reino Unido. Este grupo de países vai registar quebras de PIB superiores a 10% durante o ano de 2020.

A nível mundial, apenas a economia chinesa está em crescimento.