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A 11 de Novembro de 1975, após a guerra da independência (conhecida em Portugal como a guerra do ultramar), que durou 15 anos e provocou 3258 mortos, Agostinho Neto, histórico do MPLA, proclamou a República de Angola em Luanda, onde a bandeira esvoaça imperial naquela que é a capital e maior cidade de um dos países naturalmente mais ricos e belos do continente africano.

Com solo fértil em pedras preciosas e petróleo, o país é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, ficando apenas atrás da Nigéria.

Após a guerra civil, que opôs o MPLA a UNITA de Jonas Savimbi, especialmente a partir de 2000, o país teve um grande desenvolvimento económico e social mas continua a estar numa posição alta quando falamos de corrupção e falta de transparência. Muito foi feito mas ainda é preciso fazer muito para dar a grandeza pedida pelo povo que saiu às ruas durante os festejos da independência para pedir mais igualdade comparando com as elites económicas e políticas que controlam a nação.

Que caminho levou Angola?

Quando olhamos para o caminho que Angola levou nos 45 anos de independência, podemos afirmar que o país está no meio entre o sonho e a realidade.

Enquanto a «nova» Luanda, com a sua baia e avenidas amplas dignas de figurar em qualquer telenovela, mostra um país de futuro que pretende ser o farol que ilumina África na busca da modernização e do desenvolvimento, a tradição é transmitida nos passos do Semba ou das máscaras, que são muito importantes nos diferentes rituais culturais que representam a vida e a morte.

Das riquezas naturais de Angola destaca-se o Parque Nacional da Quiçama, onde é possível ver os animais de grande porte no seu máximo esplendor; ir a praia em Benguela ou no Lobito ou a Baia dos Tigres, ilha «fantasma» que foi fundada por um grupo de pescadores algarvios. O mar tem uma grande importância na vida dos angolanos e é do Atlântico que retiram o choco para o «Quibeba» e secam o peixe para o «Súmate».

Com uma população de mais de 29 milhões de habitantes, uma grande fatia é composta por jovens, Angola é um dos principais contribuidores para o crescimento da língua portuguesa no mundo. A próxima reunião da CPLP vai decorrer no dia 17 de julho de 2021 em Luanda. Para tal, Cabo Verde vai estender a sua presidência até ao próximo ano.

A nível empresarial, Angola lidera a Conferência Empresarial dos PALOPs e é o país africano que mais investimento fez em Portugal, com o qual mantém uma forte relação há mais de 500 anos.