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A directora-geral das Acções Exteriores, Rosa Balas, assistiu em Évora a assinatura de um memorando de entendimento entre a Junta da Extremadura, a Universidade de Évora, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo e o El Corte Inglês e que vai permitir, entre outros aspectos, a criação da Cátedra de Estudos Ibéricos.

Segundo o que explicou Rosa Balas na sua intervenção, “é muito mais do que uma declaração de intenções para seguir aprofundando num conhecimento mútuo que se pretende que seja uma ferramenta para que essas intenções se convertam em realidade através dos instrumentos que este acordo permite articular”.

A representante estremenha assinalou como objectivos principais deste memorando a potenciação das relações entre os povos, o contributo para um maior dinamismo entre as sociedades e ajudar na construção europeia, aproximando as populações de dois Estados da UE.

A reitora da Universidade de Évora, Ana Freitas; o director-geral do El Corte Inglés em Portugal, Enrique Hidalgo, e o presidente da CCDR do Alentejo, Roberto Grilo, também estiveram presentes.

A responsável pelas Acções Exteriores sublinhou que, para além da cooperação transfronteiriça que se mantém há três décadas com as regiões portuguesas do Alentejo e do Centro, o Governo Regional da Extremadura procura estender este espírito de colaboração a outras instituições também defensoras da necessidade que os povos e as gentes que habitam a Península Ibérica se conheçam melhor, abram novos horizontes e descubram que existe um país ao lado do qual se partilha uma história em comum.

Rosa Balas anunciou que será o professor António Sáez Delgado, da Extremadura, que vai dirigir a Cátedra de Estudos Ibéricos e definiu-o como um embaixador da Extremadura em Portugal e da cultura portuguesa na região, pelo que na sua opinião não há ninguém melhor que ele para fazer este trabalho.

O memorando assinado cria um quadro de colaboração que permitirá às instituições iniciar acções em áreas como a educação e formação; o desenvolvimento de projectos conjuntos de pesquisa nacionais e internacionais; a prestação de serviços aos usuários das referidas entidades; a criação de estágios de formação científica e técnica e quaisquer outras medidas que as partes considerem úteis para a prossecução dos objectivos fixados.

“As relações com Portugal são pilares fundamentais da acção exterior da Extremadura, como é demonstrado no mandato estabelecido pelo Estatuto de Autonomia de 1983 e que foi reforçado e ampliado em 2011”, disse Balas.

A directora-geral das Acções Exteriores indicou que o ensino, a investigação e a formação técnico-científica e cultural serão elementos essenciais para que os objectivos deste acordo dêem frutos e optou por não fechar portas a outras áreas em que a colaboração seja possível.

O acordo será válido por três anos, prorrogável por iguais períodos e nele todos os signatários reconhecem a importância que a interacção e a colaboração entre eles têm para potenciar as relações entre os povos e contribuir para o dinamismo das sociedades, a construção europeia e a reaproximação das populações.