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As duas centrais sindicais têm este ano um Dia do Trabalhador diferente devido à pandemia: a UGT fará uma ‘maratona’ de vídeos e a CGTP vai estar na rua, mas apenas em metade das localidades habituais e com poucos participantes.

O estado de emergência em que o país está, com as regras de confinamento para combater a propagação da covid-19, obrigaram a CGTP e a UGT a cancelar as comemorações que tinham previstas para assinalar o 1.º de Maio e optar por iniciativas mais recatadas.

A UGT tinha agendada uma concentração para Vila Real, onde o seu secretário-geral faria a sua intervenção político-sindical, mas vai evocar a data com uma sucessão de vídeos com depoimentos de sindicalistas da central e de estruturas sindicais estrangeiras, nomeadamente a Confederação Europeia de Sindicatos.

A CGTP não se conformou com o confinamento social e encontrou soluções para comemorar o 1.º de Maio na rua, embora de forma mais modesta do que o habitual e respeitando as regras sanitárias.

Normalmente, as comemorações da Intersindical decorrem em mais de 40 localidades do país, passando por todas as capitais de distrito, tendo como ponto alto os desfiles de Lisboa e Porto.

Depois de discutir o assunto com o ministro da Administração Interna, com a ministra da Saúde e com as autoridades policiais, a central sindical marcou iniciativas de rua para 24 localidades do país, mas assegurou que não se vão realizar desfiles ou concentrações porque quer que sejam cumpridas as regras de segurança em vigor para evitar a propagação da covid-19, nomeadamente o distanciamento social.

Por isso, este ano a CGTP não apelou à participação da população em geral e até recomendou aos reformados que não participassem nas comemorações.

As estruturas da Inter mobilizaram apenas dirigentes e ativistas sindicais para garantir o distanciamento de segurança e considera que estes estarão na rua, em representação de todos os trabalhadores, para afirmar as suas reivindicações.

Espanha: CCOO e UGT convocam para um 1° de Maio virtual

Os sindicatos CCOO e UGT convocaram, esta quinta-feira, a participação virtual no Dia Internacional do Trabalhador que se celebra, a 01 de Maio, e que “é preciso reflectir muito”. Assim se manifestaram os secretários gerais da CCOO e UGT, Unai Sordo e Pepe Álvarez, num encontro virtual organizado pela Nueva Economía Fórum.

Como motivo da celebração do 1° de Maio, condicionado pela pandemia do Covid-19, Sordo e Álvarez convidaram a que se reflicta sobre as condições laborais dos trabalhadores essenciais e destacaram que “nunca um movimento sindical teve tantos motivos para renvidicar” e “fortalecer o sistema público”, nas palavras de Álvarez.

A CCOO e a UGT enfatizaram que este 1° de Maio deve ser uma homenagem àqueles que trabalham durante o estado de alarme.

Sob o lema “Trabalho e serviços públicos: é necessário outro modelo económico e social”, este 1° de Maio será realizado remotamente, com uma “demonstração virtual” às 13:30. Anteriormente, às 10 horas, os líderes sindicais oferecerão uma conferência de imprensa para apresentar as demandas e, às 12 horas, prestarão homenagem aos trabalhadores dos serviços essenciais. Por seu turno, um concerto de solidariedade em homenagem aos trabalhadores essenciais será realizado às 17 horas. Às 20:10, será transmitido um “show virtual” de cariz internacional, onde, entre outros, participará o cantor brasileiro Tico Santa Cruz.

No manifesto para este 1° de Maio, a CCOO e a UGT renvidicam condições de trabalho”dignas” e salários “suficientes”, serviços públicos, uma saída da crise “acompanhada por uma mudança de modelo produtivo”, a prolongação dos ERTE, o Pacto do Estado para combater o Covid-19 ou a colocação em prática “o quanto antes” a Renda Mínima Vital.