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O embaixador da Guiné-Bissau em Espanha, Paulo da Silva, decano dos embaixadores africanos em Espanha, foi o principal orador do evento “África: continente do futuro”, realizado no Casino de Madrid, em colaboração com a Academia de Diplomacia do Reino de Espanha.

Paulo da Silva disse que na África há um forte crescimento populacional que trará ao alcance de 2 bilhões de habitantes. Com 60% de jovens, a União Africana está a dar prioridade à formação em capital humano e continua a ser o desafio da Agenda 2063 para alcançar um nível de desenvolvimento suficiente para alcançar a independência económica.

O embaixador quer uma África competitiva e incentiva os investidores estrangeiros a conhecê-la. Para este fim, procura romper com estereótipos de doenças e outros episódios negativos, que ocorrem em lugares isolados, mas afetam a segurança jurídica dos países a dezenas de milhares de quilômetros de distância.

Paulo da Silva apoia os esforços financeiros e de investimento e investimento da China e da Rússia na região e sente falta da Europa. O embaixador apelou aos turistas e investidores para viajarem pela África e, em particular, pela Guiné-Bissau: “A África é a sua casa”, disse.

O geopolitólogo Frigdiano Alvaro Durántez Prados referiu-se ao Plano África do governo espanhol que caracteriza a Espanha como um “país bicontinental” e mencionou, como uma nota histórica, a velha conquista das Ilhas Canárias, geograficamente africanas, anterior à expansão portuguesa africana do século XV. O Plano África prevê diplomacia em África inspirada nas décadas passadas na Ibero-américa, mas, na opinião de Durántez Prados, “falta uma relação prioritária com os países africanos iberofalantes”.

Hoje, os resultados das eleições presidenciais na Guiné-Bissau serão conhecidos. O embaixador não se pronunciou sobre a questão.