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Portugal e Espanha protagonizam uma aliança institucional, social e económica para definir o turismo ibérico entre as prioridades do mercado europeu, com destinos interiores e natureza como referentes, dentro de uma aliança cujos frutos ratificam as estatísticas.

“Cada vez mais, os números dizem que ambos são necessários e contribuem, através do conhecimento mútuo, para a força do mercado ibérico”, disse a diretora do escritório de turismo português em Espanha, María de Lurdes Vale, em Valladolid, na terça-feira. Foi durante a apresentação da 23ª Feira Internacional de Turismo de Interior (Intur 2019), que será realizada em Valladolid de 21 a 24 de novembro próximo com Portugal como o principal destino principal.

Em 2018, quase 1,75 milhões espanhóis visitaram Portugal com uma despesa de 2.158 milhões de euros, 8,2 por cento a mais do que no ano anterior, enquanto no reverso 2,3 milhões portugueses estabeleceram-se em território espanhol. O turista espanhol cresce progressivamente até ser uma maioria nas regiões Norte, Algarve e Centro, com incrementos estimados em 15, 21 e 11 por cento, respectivamente, afirmou Vale durante a sua intervenção.

Os destinos interiores, a defesa da flora e da fauna, e a autenticidade são alguns dos valores que o realizador definiu como chave para o “turismo do futuro” e que, na sua opinião, oferece o “corredor ibérico” localizado entre Espanha e Portugal, dois países que “cada vez mais cooperar de uma forma familiar, sem estar em suas costas e sem a desconfiança do passado. Temos de valorizar o nosso turismo interior, proteger os nossos povos e tradições, se não queremos assumir o sério risco de esgotar as pessoas, de despovoamento. Não queremos estágios de teatro, mas destinos turísticos “, disse María de Lurdes Vale.