Espanhol Português

Em Portugal, um conjunto de startups tecnológicas decidiram unir-se para apresentar um conjunto de soluções, que vão desde uma página no Facebook onde pessoal médico responde aos utilizadores sobre as mais variadas questões que possam ter sobre este vírus até a uma forma de facilitar videochamadas entre médicos e doentes (que estão a viver as suas consultas a serem adiadas), para ajudar no combate a propagação do coronavirus.

O movimento tech4COVID19, que conta com a participação de empresas como a Unbabel, a Farfetch e a Startup Lisboa, tem 600 pessoas, das mais variadas áreas, a trabalharem em projectos variados e que pretendem ajudar, através de um chatbot, a resolver dúvidas existentes sobre quais os apoios que o estado pode prestar a famílias ou empresas, ou no lançamento de campanhas de crowdfunding para a compra e entrega em tempo útil de material hospitalar. Os responsáveis por este movimento, que conta com o envolvimento de mais de 120 marcas, estão em contacto próximo com as entidades governamentais para implementar o mais rapidamente possível este conjunto de iniciativas.

Empresas mudam produção para fazer frente a Covid-19

Fora dos esforços tecnológicos, a demanda por material médico está a fazer com que várias fábricas mudem, mesmo que de forma momentânea, as suas linhas de produção para o fabrico de botas, calças, batas, máscaras, viseiras ou gel desinfectante. Todos estes bens estão a ser criados com materiais já em stock e irão ser usados pelos inúmeros hospitais e certos médicos que estão na “linha da frente” no combate a esta epidemia. No que toca a produção de ventiladores, um dos bens mais procurados num período de pandemia, existem três projectos diferentes que poderão começar a ser implementados e poderão ajudar a falta existente ndestes produtos em meios hospitalares.

“Testar, testar e testar”. Este é o aviso deixado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e os laboratórios científicos portugueses uniram-se para criar um teste serológico que seja capaz de diagnosticar uma infecção viral criada pelo coronavirus. Estes poderão ajudar a identificar pessoas imunes ao vírus e que assim possam continuar a laboral normalmente. Esta medida, que ainda não está 100% confirmada, já está a ser usada por países como a Alemanha e o Luxemburgo. Só em Março foram realizados, em território nacional, 69.000 despistagens.