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O presidente da Entidade Pública do Turismo do Centro, Pedro Machado, em entrevista a EFE, afirmou que as regiões do centro e norte de Portugal e Espanha vêm trabalhando há alguns meses na criação de grandes corredores culturais ibéricos que permitem experiências turísticas em ambos os lados de A Raia, como visitar as fortalezas ou conhecer “no local” algumas aldeias históricas.

Machado justificou esta iniciativa na medida em que “mais de 47% dos turistas estrangeiros vêm a Portugal para desfrutar de uma experiência cultural”.

Entre os exemplos das novas rotas culturais que pretendem lançar, as das Invasões Francesas do início do século XIX, em cujas incursões na fronteira espanhola desempenharam um papel significativo.

O turista pode caminhar, andar a cavalo ou andar de bicicleta pelas trilhas e lugares onde importantes conflitos de guerra foram travados entre as tropas napoleônicas e aliados espanhóis, portugueses e ingleses.

Uma rota que se estende de Castila e León para a região portuguesa de Coimbra e será conduzida através do projeto NAPOTECP, financiado por fundos do Programa Operacional de Cooperação Territorial de Espanha e Portugal (POCTEP).

Da mesma forma, também com fundos POCTEP, serão criadas rotas turísticas entre as famosas Aldeias Históricas Lusas e os conjuntos históricos do outro lado de A Raia, nas províncias de Castilla y León e Extremadura.

Avançou também que, em 2020 e 2021, esta região central lusa terá na sua oferta, como produtos estrela, o enoturismo e o ecoturismo, uma vez que querem apostar em destinos “eco-sustentáveis” em que a economia circular desempenha um papel relevante.

Neste capítulo, uma das referências turísticas desta região para os próximos anos será o Parque Natural da Serra da Estrela, que em 2019 foi listado pela UNESCO como “Geoparque”, dadas as suas condições de conservação, insistiu Machado.

O turismo religioso e espiritual, com o Santuário de Fátima e os Caminhos de Santiago como referências, também fará parte da estratégia para os próximos anos, uma vez que 2021 será o Ano Santo de Santiago.

Machado avançou para que este 2019 o feche com pouco mais de 7 milhões de pernoites, em comparação com 6,7 milhões em 2018, e que os espanhóis voltarão a ser os principais turistas estrangeiros com mais de 800.000 pernoites nesta área portuguesa.