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O Turismo Centro de Portugal organizou um Webinar que abordou os desafios e caminhos a tomar num turismo industrial que começa a dar passos cada vez mas largos mas viu, tal como todos os outros sectores, o seu crescimento ser travado pela pandemia. O turismo, que em 2019 registou 70 milhões de dormidas, registou uma queda de 80%.

Esta troca de experiências, tanto de portugueses como de oradores internacionais, contou com a presença de Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo. A governante sublinhou «a importância de se colocar o turismo industrial como prioridade». A mesma opinião tem Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, que defende que um destino só é «sustentável se tiver turismo o ano inteiro, ao longo de todo o território e com capacidade de sinergia com outras áreas».

Com os olhos postos no futuro, a abordagem incidiu no que será o turismo na era pós-covid e como a criação de uma rede de instituições (públicas e privadas) podem ajudar a desenvolver o turismo industrial. Os lanifícios da Covilhã, os vidros da Marinha Grande ou a mina da Panasqueira são alguns dos locais que oferecem um conjunto de serviços aos seus visitantes, apelando a experiências únicas no mercado nacional. O programa «valorizar», dinamizado pelo governo luso, também oferece esta dimensão do negócio que está estruturada e baseada no selo «clean & safe» para indicar locais higienizados e livres de Covid.

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, realçou que «a urgência da recuperação económica», já que este é um dos grandes desafios da quarta presidência portuguesa mas não é a única. Já Carlos Costa, professor da Universidade de Aveiro e moderador deste encontro, relembrou a fase complicada em que o turismo se encontra e como tal pede que parte do dinheiro que virá da Europa do plano de recuperação seja canalizado para a área do turismo, que anteriormente tirou o país de uma outra grave crise. «Não tenho dúvidas de que o turismo vai regressar com muita força. As pessoas vão querer sair e vão viajar cada vez mais», frisou.