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A criação de um balcão para ajudar os cidadãos em matérias legais e a maturação da agenda estratégica cultural e desportiva são dois dos objetivos de um projeto ibérico que visa tornar a eurocidade Valença-Tui num “espaço singular”.

São pouco mais de três quilómetros que separam, à semelhança da passagem do rio Minho, as cidades de Valença e Tui, mas este projeto ibérico que integra o Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal pretende agora reforçar “a cooperação e união”.

“É como se fosse uma cidade única, embora sejam dois povos e dois países distintos”, disse, em declarações à Lusa, Fernando Pereira Barros, geógrafo na Câmara de Valença e responsável pelo projeto.

Iniciado em outubro de 2017, o “Unicidade”, que tem um financiamento de 513 mil euros, traçou um plano estratégico para tornar, até 2021, as duas cidades num “espaço singular”.

“Estes fundos proporcionam uma maior ação no território, essencialmente ao nível de eventos comuns, mas também em matéria de serviços”, explicou Fernando Pereira Barros, adiantando que, em média, por dia, são 22 mil os veículos que circulam entre as duas cidades.

Apesar de este espaço se tornar numa “mais-valia” para os cidadãos que partilham a fronteira, o responsável acredita que continuarão a existir, no futuro, “barreiras legais” que permanecem por “limar” e impedem uma maior cooperação entre as duas regiões.

José Pereira Barros admitiu que a eurocidade tem sentido “bastante necessidade” em uniformizar problemas específicos do dia-a-dia dos seus cidadãos, nomeadamente no que concerne ao setor empresarial, da educação, dos transportes e da saúde.