Comparando com a década de 90, Portugal tem mais pessoas a viver sozinhas e menos famílias numerosas. É a esta conclusão que chegou o estudo Agregados familiares em transformação em Espanha e Portugal, promovido pelo Observatório Social da Fundação ”la Caixa” em colaboração com o Centre d’Estudis Demogràfics.
Os agregados familiares são o centro da vida dos latinos. Há mais população, mas as famílias estão cada vez menores. Entre 1991 e 2022, a dimensão média dos agregados familiares em Portugal passou de 3,1 para 2,5 pessoas, sendo esta a estrutura mais frequente no país. A redução dos agregados familiares pode ser explicada pelo envelhecimento da população, pela redução da natalidade e pelo aumento das separações e divórcios. As mulheres apresentam uma maior incidência de vida em agregados unipessoais com o avançar da idade, fenómeno associado à maior longevidade feminina e à viuvez. Entre 1991 e 2022, o número médio de anos vividos sozinho aumentou de 4,2 para 5,8 anos em Portugal.
Os jovens portugueses são dos europeus que saem mais tarde de casa dos pais. Este adiamento da emancipação deve-se às dificuldades no acesso à habitação e ao aumento do custo de vida.
Nas últimas três décadas, a população portuguesa aumentou 4,4%, enquanto o número total de agregados familiares cresceu 25,9%, atingindo os 4,11 milhões. Este estudo analisou a evolução dos agregados familiares entre 1991 e 2022. Ao longo destas três décadas, houve um aumento de 53% no número de agregados unipessoais em Portugal, enquanto os agregados compostos por cinco ou mais pessoas desceram 70%.


